Ouro, incenso e mirra.

epifania - 3

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Ouro, Incenso e Mirra

O hábito de presentear no Natal, teve origem com o surgimento da data que significa nascimento, do latim: Natalis, no sentido de “ser posto no mundo”.

Os antigos profetas, falavam que um Rei nasceria naquele época. Ele salvaria o povo do pecado. Temendo perder o cargo, prestígio e sendo inflamado pelo inimigo, Herodes envia reis magos para localizar Jesus. 

Assim, nascia Jesus, Filho de Deus que repousou tranquilo em uma manjedoura, enquanto os governantes da Judeia procuravam matá-lo. 

Os sábios, contudo, acabam se rendendo a criança e em ato profético, presenteiam a Jesus com ouro, incenso e mirra anunciando que nascera um Rei, Sacerdote e Salvador.

O significado dos presentes 

* Ouro

Este carrega um significado óbvio. É precioso e digno em todas as culturas e épocas. É um ajuste de presente para a realeza que diz para o menino Jesus, Você será um Rei!

* Incenso

O nome para essa resina provavelmente vem de incenso de francos desde que foi reintroduzida para a Europa pelos cruzados francos. Embora seja mais conhecido como incenso “para os ocidentais a resina também é conhecido como incenso, que é derivado do árabe al-lub (o leite).

“Suba a minha oração perante ti como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde” (Sl 141:2)

Uma referência à seiva leitosa aproveitado da árvore Boswellia: chamada Frankincense. Tem sido elogiado por suas propriedades medicinais e calmante.

Médicos dizem que é calmante, restaurador e meditativo. Também é considerado: estimulante, tonificante e com propriedades de aquecimento. O mundo antigo usava para tratamento da depressão.

Povos antigos queimavam incenso para realizar suas orações. Incenso, portanto, ilustra Seu papel como nosso Sumo Sacerdote.

* Mirra

Este é talvez o mais misterioso dos presentes.

É uma resina produzida por uma pequena árvore scraggly que cresce em regiões semi-desérticas do Norte de África e o Mar Vermelho.

Mirra é uma palavra árabe que significa amargo, e é considerado um curador de feridas por causa de sua forte anti-séptico e anti-inflamatórias. Chamando-mo yao, os chineses usaram durante séculos para tratar ferimentos, hematomas e sangramento e aliviar o inchaço doloroso.

Os egípcios fizeram famosa nos tempos bíblicos, tendo adquirido mirra sobre o século XV aC a partir de África, onde as árvores cammiphora eram abundantes. Ela foi utilizada em incensos, perfumes e pomadas santo e também medicinalmente como registrado no Papiro de Ebers. Mas seu uso mais notável para eles era a de um material de embalsamamento, usado em múmias egípcias. Como uma pomada embalsamamento isso significava que Ele nasceu para morrer para o mundo. Na verdade, Mirra era uma das especiarias para sepultamento. 

“E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés”. (Jo 19,39).

“Jesus é nosso Rei Salvador que em sacrifício de morte, nos regatou do Reino das trevas, para o reino da vida eterna. Seu Reino é de justiça e paz” (Jo 3,16).

Ele ouve nossas orações, intercedendo junto a Deus Pai para que possamos alcançar bençãos e milagres (I Tm 2:5).

A renúncia é uma característica dos que seguem a Jesus, pode parecer difícil viver no mundo e não ser “contaminado” nem derrotado, mas assim como a mirra que era amarga, porém curativa é vida dos discípulos do Mestre que são curados e restaurados pela obediência e amor.

Em Cristo

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3 respostas em “Ouro, incenso e mirra.

  1. Irmãos e Irmãs em Cristo,

    Que Deus abençoe a todos.

    “Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram. Então, abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: Ouro, Incenso e Mirra.” – Mateus 2.1 a 12

    Na Bíblia, a estrela é o símbolo do Grande Rei (Números 24.17) e foi exatamente assim que os magos babilônicos interpretaram a estrela que viram no oriente por ocasião do nascimento de Jesus.

    O rei Herodes era meio judeu e meio edomita, e fora colocado pelos romanos como rei na Palestina para representar os interesses do Império Romano. Herodes era cruel e opressor. Ouvindo falar do Menino que nascera rei dos judeus, muito mais temeu pelo trono, razão pela qual quis destruí-LO, matá-LO.

    Quando Mateus narra, com exclusividade, sobre os Magos orientais que eram gentios, o faz para deixar claro que o Salvador e Senhor veio procurar gentios também e não somente judeus. Significa a aceitação universal de Cristo. Os Magos eram da classe sacerdotal da Babilônia e da Pérsia, especialistas em estudo das estrelas, ou astronomia, e interpretação de sonhos. Os Magos eram pesquisadores que buscavam a Deus com toda a sinceridade, esforçando-se por encontrar Suas verdades nas estrelas: foram recompensados quando encontraram Jesus, Caminho, Verdade e Vida!

    Jesus Cristo, nascido em humildade, numa cocheira de abrigo de animas, recebeu visitantes ilustres de fora dos domínios judeus, Seu povo. Os Magos eram sábios da Caldéia, hoje Iraque, Irã, e vieram adorar a Jesus Cristo, o Rei dos judeus. Note que a adoração não era para Maria, mas, sim, para Jesus, o filho de Maria e Filho de Deus. Os magos estão mencionados em Daniel 2.2: “Então, o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros, e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.”

    Os presentes que os Magos trouxeram a Jesus, descritos no texto, são simbólicos e proféticos (v.11): “Ouro, Incenso e Mirra”. Examinemos seus significados:

    Primeiro, o OURO: é o metal mais precioso encontrado na terra. É usado na confecção de objetos de grande valor e de particular estima: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.” Apocalipse 3.18

    Oferecer, presentear ouro é reconhecer que a pessoa que o recebe é muito importante para o ofertante. Quando foi a última vez que Você presenteou com ouro alguém que lhe seja importante? No caso dos Magos, eles estavam reconhecendo a Jesus como Rei.

    O ouro era usado na confecção de objetos sagrados do culto no Velho Testamento, conforme lemos em Êxodo 25: a Arca da Aliança revestida de ouro (v.10 a 16); o Propiciatório (v.17 a 22); a Mesa para os pães da Proposição (v.23 a 30) e o Candelabro (v.31 a 40).

    Ao reconhecer Jesus como Rei, Soberano Senhor, digno do ouro, estamos reconhecendo que nossos bens pertencem a Jesus. É nossa renúncia; é nossa entrega total a Ele: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” – Salmo 24.1.

    A verdadeira adoração inclui a oferta de nossa própria pessoa a Jesus.

    Segundo, o INCENSO: é feito de resina aromática, branca, extraída de uma árvore. O incenso entrava na composição do óleo sagrado da unção dos sacerdotes: (Êxodo 30.34 a 37). No Velho Testamento, era usado nos atos de culto, conforme encontramos em Êxodo 25.6, 35.8 e 28. Enquanto o incenso é queimado, produz fumaça, que sobe pelos ares, simbolizando as orações. A idéia é que a oração, a intercessão sobe e chega a Deus. Quem intercede junto a Deus é o sacerdote. No caso dos Magos, eles estavam reconhecendo Jesus como Sacerdote, intercessor pelos Homens diante de Deus. Tinha função de expiação da culpa do pecado, conforme lemos em Números 16.46 e 47. Somente os sacerdotes podiam fazer uso do incenso, conforme lemos em Levíticos 16.12 a 14. Simboliza, portanto, nossa oração que sobe diante de Deus, Salmo 141.2, Apocalipse 8.3 e 4

    Terceiro, a MIRRA: É uma substância aromática. Vem do grego Smirna. Servia para atos íntimos de purificação e preparação: perfumar vestes: “Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia…” (Salmo 45.8). Perfumar o leito conjugal: “já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.” (Provérbios 7.17). Perfumar os preparativos pré-nupciais das mulheres: “Em chegando o prazo de cada moça vir ao rei Assuero, depois de tratada segundo as prescrições para as mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias de seu embelezamento, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com os perfumes e ungüentos em uso entre as mulheres)” (Ester 2.12). É o reconhecimento de Jesus como Profeta, o que fala de Deus na intimidade do nosso coração. A Mirra entrou na composição das especiarias que serviram para embalsamar o corpo de Jesus: “E também Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés”. (João 19.39). Um frasco com 32,5 quilos de Mirra. Serve para eternizar o que estimamos: “Mas a Palavra do Senhor permanece para sempre…” (1 Pedro 1.25).

    Concluindo, amados, gostaria de lhes perguntar na individualidade: Você tem oferecido alguma coisa preciosa para Jesus? O que Você tem oferecido a Deus é de real valor para Você? Você tem reconhecido Jesus como Rei Soberano, Senhor em sua vida? Para que Você O tenha reconhecido como Rei, Você precisou reconhecê-lO como Sacerdote, como seu intercessor diante de Deus-Pai. Se Você O reconheceu como Sacerdote, é porque Ele Lhe falou na intimidade como Profeta, para ser Salvador e Senhor de sua vida .

    Jesus é nosso Senhor, Rei Soberano, Sacerdote e Profeta. Aleluia!

    Com orações,
    Thais Santos de Oliveira

  2. Jorge, boa tarde!Ando meio preguiçoso, quero dizer tirei umas férias de computador… No trabalho preciso usar todo dia, toda hora, mas em casa desde antes do Natal que não abro o notebook. De propósito, queria dar um tempo. Acho que vou começar tudo de novo… deixar a preguiça de lado…   Sobre os reis magos… o folheto da missa de ontem fala bem sobre isso. Não encontrei nada no texto do blog que não seja o que a Igreja ensina.   Apenas estou achando que algumas postagens no blog estão um pouco longas, isso pode fazer com que as pessoas não as leiam, não se interessem. Essa é apenas uma observação… sem nenhuma pretensão de mudar qualquer coisa.   Bem, daqui a pouco vou para casa… Mas não vou abrir o notebook… Pode ser que a partir de amanhã eu faça isso.   Como disse, estou de férias… por enquanto… a qualquer hora precisarei acessar internet em casa.   Vou preparar um texto sobre o YOUCAT, já estou atrasado. Ou você acha que não é preciso mais isso no blog?   Já escrevi demais…   Um grande abraço,     Joaquim      

  3. O Incenso é uma resina na forma de gotas, de cor amarelo-acastanhado de umas árvores da família das bosuélias e que cresce ao Sul da Arábia, na Etiópia, na Somália e na Índia e outras partes.

    O Livro de Jeremias fala ainda do Incenso de Sabá :

    – Que me interessa o Incenso de Sabá.(Jer.6,20).

    O costume de queimar Incenso como perfume, tanto nas cerimónias da vida profana, como no culto religioso, foi largamente difundido no antigo Oriente.

    Foi possivelmente incluído nos tratados de formação de alguns medicamentos da Mesopotâmia e o seu culto aparece representado nos templos e nos túmulos Egípcios.

    É o Livro do Êxodo que nos conta como era usado o Incenso no Antigo Testamento e como ele entrava na composição dos perfumes usados no culto :

    – O Senhor disse a Moisés .'”Escolhe ingredientes, bálsamo, unha aromática, gálbano, diversos ingredientes e Incenso puro em partes iguais. Farás com esta mistura um perfume composto, segundo a arte de perfumista; misturado, será uma coisa pura e santa. Reduzi-lo-ás a um pó fino e colocá-lo-ás diante do testemunho na tenda da reunião, onde Me encontrarei contigo. Este perfume será para vós uma coisa santíssima. Não fareis para vosso uso outro perfume com a mesma composição. Considerá-lo-ás coisa sagrada, reservada ao Senhor. Quem dela fizer uma imitação para aspirar o aroma, será excluído do seu povo. (Ex. 3 0,34-38).

    O uso profano do Incenso é apresentado também no Livro dos Provérbios :

    – O perfume e o Incenso alegram o coração. (Pr. 27,9).

    E também no Livro do Cântico dos Cânticos :

    – Que é isto que sobe do deserto como uma coluna de fumo, como aroma de mirra e de incenso ?(Cant.3,6).

    – Antes que refresque o dia e desapareçam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso. (Cant.4,6).

    Com o Incenso eram também queimadas outras substâncias aromáticas, como a mirra, o gálbano, o ládano, o estoraque e outras de variedades menos importantes.

    O Incenso foi uma das ofertas dos Reis Magos ao Menino Deus como símbolo da Sua Divindade :

    – E abrindo os cofres, ofereceram-Lhe presentes : Ouro, Incenso e mirra. (Mt.2,11).

    O uso do Incenso tem feito parte dos ritos da Igreja, não desde os princípios da Cristandade, mas também foi usado algumas vezes privadamente, como simples sacramental.

    O Incenso foi usado pelos antigos Egípcios, pelos Babilónios, pelos Persas, pelos Judeus, pelos Gregos e pelos Romanos, mas não pela primitiva Igreja.

    O seu uso litúrgico data do século V na Igreja Católica e Ortodoxa, e é também usado em algumas igrejas Protestantes ritualistas.

    Entre os cristãos tem sido usado como rito de purificação, para abençoar e para simbolizar a elevação das nossas orações a Deus.

    Os primeiros cristãos usaram também o Incenso nos funerais.

    Primeiramente foi rejeitado por vir do uso pagão, mas logo que o paganismo deixou de constituir ameaça, o uso do Incenso tornou-se familiar para honrar o altar, o santuário, os oficiantes da Igreja e por fim o povo.

    É o que nós vemos ainda hoje.

    O Sacerdote incensa o altar e depois é incensado por um dos ministros, o qual incensa depois o povo.

    O Incenso não é usado habitualmente, mas apenas em celebrações festivas, como que a solenizar ocasiões diferenciadas.

    Deste modo ficamos com a ideia de que o uso do Incenso nos traz qualquer coisa de novo, de especial, e que nos convida a uma mais íntima oração e elevação do nosso espírito a Deus…

    Tem, portanto, o sentido de uma ajuda, isto é, é um sacramental.

    O Incenso é apresentado em pó ou granulado e normalmente vende-se nas farmácias porque também é usado na composição de alguns produtos farmacêuticos.

    O Incenso é guardado numa Naveta e queimado num Turíbulo.

    O Incenso era queimado diariamente no Templo de Jeru­salém e era levado em turíbulos até ao Santo dos Santos pelo Sumo Sacerdote, uma vês por ano no dia da Expiação.

    O oferecimento do Incenso era a ocupação dos sacerdotes de Israel :

    – Escolhi-os entre todas as tribos de Israel para serem Meus sacerdotes, subirem ao Meu altar, queimarem o Incenso e se vestirem diante de Mim. (l Sam.2,28).

    fonte: http://www.universocatolico.com.br

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