Viver em Cristo

Evangelização e comunicação

Viver em cristo

“Viver em Cristo” é tema recorrente nas cartas do apóstolo Paulo. Indica-nos a essência da vida cristã. É Deus quem nos santifica pela fé e pelo batismo. A nós toca “viver como convém a santos” (Ef 5, 3b). Isso se concretiza à medida que vivemos em Cristo.

Viver em Cristo, segundo são Paulo, significa: Jesus Cristo morto e ressuscitado é para cada batizado o principio secreto, mas dinâmico, de sua nova existência. Assim Paulo fala aos filipenses: “Por ele (Jesus Cristo), deixei para trás todas essas coisas como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele, não com uma justiça minha derivante da lei, mas com aquela que deriva da fé em Cristo, isto é, a justiça que deriva de Deus, baseada sobre a fé” (Fl 3,8-9). “‘Ser encontrado unido a ele': eis a essência! Aqui se mostra uma radical concentração de todos os valores do ser humano em Cristo. Cristo é, por assim dizer, o ambiente vital de cada cristão: Sua atmosfera, sua vida, seu fundamento e seu cume” (R. Penna). Paulo continua, explicando: “É assim que eu conheço Cristo, a força da sua ressurreição e a comunhão com os seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte, para ver se chego até a ressurreição dentre os mortos (…). Eu já fui alcançado por Cristo(Fl 3,12).

Esse “viver em Cristo” inicia-se pela fé e pelo batismo: Acaso ignorais que todos nós batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados? Pelo batismo fomos sepultados com ele na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova (…). Se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele” (Rm 6,3-8). Paulo conclui: “Com Cristo fui pregado na cruz. Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim. Minha vida atual eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim(Gl 2,19-20). Eis o “viver em Cristo”.           

Cardeal Dom Cláudio Hummes

fonte: folheto O Domingo (26/10/2014) – Editora Paulus

Evangelização e Comunicação

Evangelização e Comunicação

o PERFIL DE PAULO, cOMUNICADOR

O apóstolo Paulo é sempre referência significativa na Igreja quando o assunto é “evangelização e comunicação”, dado que foi um incansável evangelizador e animador de comunidades que utilizou as mais rápidas formas de comunicação disponíveis no seu tempo.

Entre os meios utilizados por Paulo estão as cartas, nas quais buscava, com base nos ensinamentos de Jesus, apresentar soluções para os problemas concretos das comunidades com que tinha contato. À luz do evangelho, o apóstolo ajudava os cristãos a iluminar as realidades comunitárias, motivando-as a viver o amor, a misericórdia, a solidariedade e a justiça e a ser perseverantes na oração e nos encontros comunitários.

O dinamismo incansável de são Paulo no anúncio do evangelho bem como as formas e estratégias utilizados no seu trabalho pastoral fizeram que a Igreja, no esforço de atualizá-lo, o relacionasse aos meios de comunicação social. De fato, o bem aventurado Tiago Alberione afirmava, já na década de 1950, que, se Paulo vivesse em nossa era, usaria os púlpitos mais elevados que o progresso humano ergueu: imprensa, cinema, rádio e televisão.

Com o aparecimento e o avanço da comunicação digital, podemos dizer que, se ele vivesse hoje, usaria a internet, de modo especial as redes sociais, para tornar Jesus conhecido. Neste sentido, Paulo é uma inspiração no seguimento de Jesus e uma referência  para todos os que se dedicam ao anuncio do evangelho com os meios mais rápidos e eficazes de fazer o bem.

Pe. Valdir José de Castro, ssp

fonte: folheto O Domingo (10/0682014) – Editora Paulus

Aprender dos Pequenos

Aprender dos Pequenos

O evangelho (Mt 11,25-30) deste domingo revela um Deus humilde e misericordioso, que socorre os pequenos e empobrecidos. depois de elevar ao Pai uma oração confiante porque os pequeninos acolhem os valores do reino, Jesus nos faz três importantes apelos.

Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados.” O apelo é dirigido aos que são oprimidos pelos “sábios e inteligentes”. É um apelo a todos os que sentem o peso de uma religião moralista e permeada de normas proibitivas, a qual os impede de chegar ao cerne da mensagem de Jesus. A religião dele é uma religião da alegria. “Vinde a mim” é convite a uma vida nova que inclui a alegria da convivência, da solidariedade com os outros, da experiencia do amor gratuito do Pai que quer o bem e a felicidade de todos os seus filhos e filhas e os leva a encontrar sua presença salvífica.

Tomai sobre vós o meu jugo, que é suave e leve.” Carregar o jugo – expressão apreciada pelos rabinos – refere-se ao jugo das normas a serem assumidas pelos integrantes do grupo religioso e ao fardo pesado imposto pelo poder politico opressor. A lei, que deve ser fonte de vida, acaba tornando, nas mãos das “elites”, fardo insuportável. O jugo de Jesus é suave e não pesado porque ele propõe novo caminho de vida, liberta de todo tipo de opressão, de pesos inúteis. Ele não bloqueia nem tortura a consciência dos pobres; ao contrário, a alivia e a liberta.

Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.” É o apelo constante que Jesus nos dirige ainda hoje. Sempre é possível e oportuno aprender dele o jeito de encarar a vida e a religião. Em Jesus, encontramos a esperança. Em Jesus, encontramos a esperança de libertação, o alivio e o descanso. Ele nunca quis complicar a vida de ninguém; ao contrário, torna-a simples, leve e despojada, não a oprime nem a estorva.

Aprendei de mim” é um alerta para não seguir “sábios e entendidos” que se fazem senhores da consciência do povo, a fim de manipulá-lo, e apresentam um Deus descomprometido com os pobres.

Pe. Nilo Lusa, ssp

fonte: folheto O Domingo (06/07/2014) – Editora Paulus

Evangelização e Comunicação

Evangelização e comunicação

As linguagens das mídias

Constatamos que o conteúdo da evangelização é importante, porém não suficiente, quando consideramos o trabalho pastoral na ótica dos meios de comunicação. Na ação evangelizadora não basta veicular conteúdo em revistas e jornais impressos, no rádio, na televisão ou mesmo na internet, mas é necessário adaptar a mensagem às características da linguagem de cada mídia. de fato, uma é a linguagem e o estilo próprios dos púlpito, ou seja, da pregação presencial na comunidade; outra é a linguagem utilizada pelos meios de comunicação, com as suas peculiaridades oriundas das técnicas e dos códigos que o caracterizam. 

O estudo nº 101 da CNBB, A comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil (n. 9), afirma que é preciso ter presente, na pastoral, a linguagem audiovisual, que caracteriza a televisão e o cinema, ou o fluxo de palavras e músicas, que caracteriza o rádio, ou desdobramento da própria linguagem verbal em formas icônicas e figuradas, típicas da internet e de tudo o que está emergindo no campo da telefonia móvel. Sobre esses aspectos da comunicação, a V Conferência Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada em Aparecida em 2007, advertiu-se de que ainda, “na evangelização, na catequese e em geral na pastoral, persistem, pouco significativas para a cultura atual, e em particular, para os jovens”. Reconheceu que “muitas vezes as linguagens utilizadas parecem não levar em consideração a mutação dos códigos existencialmente relevantes nas sociedades influenciadas pela pós modernidade e marcadas por um amplo pluralismo social e cultural” E concluiu que por isso, “não se vê uma presença importante da Igreja na geração de cultura, de modo especial no mundo universitário e nos meios de comunicação” (DAp 100d)

É um desafio, portanto, na pastoral da comunicação, dominar as linguagens das mídias para testemunhar a fé em Cristo e anunciar o evangelho de maneira compreensível, criativa e dinâmica a fim de chegar a todos, homens e mulheres, especialmente aos jovens que pertencem ao novo paradigma cultural marcado pela comunicação digital.

Pe. Valdir José de Castro, ssp

fonte: folheto O Domingo (15/06/2014) – Editora Paulus

Evangelização e Comunicação

Evangelização e comunicação

OS INSTRUMENTOS DA COMUNICAÇÃO

O decreto Inter Mirifica do Concilio Vaticano II, sobre os meios de comunicação, reconheceu que entre as maravilhosas invenções da técnica estão aquelas que abriram novos caminhos para a comunicação (IM 1). Trata-se de uma atitude positiva dos padres conciliares perante os meios técnicos de comunicação que transformaram o mundo numa “aldeia global”.

Com o Inter Midifica, a Igreja passou a assumir mais destemidamente os meios de comunicação social no serviço da evangelização. Isto não significa que antes do concílio não houvera pessoas que, interpretando os sinais dos tempos, tivessem assumido a comunicação como campo para o anúncio do evangelho.

É o caso do bem aventurado Tiago Alberione, fundador dos Paulinos e da Família Paulina. Nos inícios da década de 1950, escrevia. “Quando os meios do progresso humano são utilizados para evangelização, eles recebem uma consagração, são elevadas à dignidade máxima. A sala de redação, as dependências da parte técnica, as livraria tornam-se igreja e púlpito”.

A partir do concílio, o Magistério da Igreja passou a fazer inúmeros pronunciamentos, reconhecendo que esses meios – imprensa, rádio, cinema, televisão e, hoje, a internet –, quando postos a serviço do evangelho, são suscetíveis de ampliar, quase até o infinito, o campo para ser ouvida e conhecida a palavra de Deus.

O Papa Paulo VI chegou a afirmar que “a Igreja viria a sentir-se culpável diante do seu Senhor se não lançasse mão destes meios potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados” (EN 45). É servindo-se deles que ela “apregoa sobre os telhados” a mensagem de que é depositária. Graças a eles, consegue anunciar o evangelho às pessoas, especialmente as mais distantes.

Pe. Valdir José de Castro, ssp

fonte: folheto O Domingo (18/05/2014) – Editora Paulus

Feliz dia das mães

Feliz Dia das Mães

Neste segundo domingo de maio, como em todos os demais, celebraremos o Dia das Mães. Celebrar não é o mesmo que comemorar. Comemorando já estão a mídia e o comércio: a primeira ‘vendendo’ a imagem da ‘mãe ideal’ – elegante, sorridente, jovem, moderna; o segundo ‘ensinando’ filhos e filhas a transformar em realidade aquela imagem…

Celebremos, portanto, ao invés de simplesmente comemorar…

nossa senhora - 11

Celebremos a mãe sem charme, que esquece de si mesma, dia após dia, pois seus recursos não chegarão nunca para comprar moda: ela precisa alimentar os filhos.

Celebremos as mães cheias de rugas prematuras, que não têm tempo para a academia, pois, do nascer ao pôr do sol, cuidam de seus filhos especiais.

Celebremos as mães muito jovens e inexperientes, que sequer tiveram tempo de se preparar para a maternidade, pois, driblando o sono, seus olhos assustados e sua intuição procurar adivinhar, no choro do bebê, o que lhe falta em conhecimento e prática.

Celebremos as mães sem sorriso que visitam seus filhos nas clínicas de recuperação de dependentes químicos ou nas prisões, pois, a despeito de seus esforços, não conseguiram que seu carinho se sobrepusesse à tentação de sensações inusitadas ou do dinheiro fácil, num país onde a honestidade é mal remunerada e a corrupção em todos os níveis faz escola.

Celebremos as mães idosas, confinadas a asilos onde perdem a identidade e os laços, pois, sem recursos ou sem tempo, os filhos que ela deu ao mundo já não se lembram da própria dívida de amor e de cuidado.

Celebremos as mães que já se despediram desta vida e estão, com certeza, abençoando sem cessar seus filhos que lutam pela vida.

Celebremos, sim, e lembremos – cada um de nós – de todas as mães que nos cercam e que merecem, hoje e sempre, não importa quem e como sejam, a gratidão de quem recebeu, através delas, o mais precioso dos dons: a vida.

Maria Elisa Zanelatto – cursilhista de Santo André

A boa nova não é só palavra, é testemunho de amor.

A boa nova não é só palavra, é testemunho de amor:

(Papa na mensagem Urbi et Orbi – 20/04/2014)
papa em roma

Amados irmãos e irmãs, boa e santa Páscoa!

Ressoa na Igreja espalhada por todo o mundo o anúncio do anjo às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia» (Mt 28, 5-6).

Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou! Este acontecimento está na base da nossa fé e da nossa esperança: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja via esgotar-se o seu ímpeto, porque dali partiu e sempre parte de novo.

A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte. Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.

Por isso, nós dizemos a todos: «Vinde e vede». Em cada situação humana, marcada pela fragilidade, o pecado e a morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído… «Vinde e vede»: o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto.

Com esta jubilosa certeza no coração, hoje voltamo-nos para Vós, Senhor ressuscitado!

Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.

Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices.

Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objeto de exploração e de abandono.

Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afetados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.

Consolai quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque foram arrancados injustamente dos seus carinhos, como as numerosas pessoas, sacerdotes e leigos, que foram sequestradas em diferentes partes do mundo.

Confortai aqueles que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.

Pedimo-Vos, Jesus glorioso, que façais cessar toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente!

Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, a amada Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.

Jesus glorioso, pedimo-vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.

Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.

Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.

Pela vossa Ressurreição, que este ano celebramos juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, vos pedimos que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação na Ucrânia, para que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País. Que eles como irmãos possam cantar Хрhctос Воскрес.

Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz! Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Saudação

Queridos irmãos e irmãs,

Renovo os meus votos de feliz Páscoa a todos vós reunidos nesta Praça, vindos de todas as partes do mundo. Estendo as minhas felicitações pascais a todos que, de diversos países, estão conectados através dos meios de comunicação social. Levai às vossa famílias e às vossas comunidades o feliz anúncio que Cristo nossa paz e nossa esperança ressuscitou!

Obrigado pela vossa presença, pela vossa oração e pelo vosso testemunho de fé. Um pensamento particular e de reconhecimento pelo dom das belíssimas flores, oriundas dos Países Baixos. Feliz Páscoa para todos!

Viva a Vida e desperta na fé ardorosa …

Louvemos a Deus… 

aleluia, aleluia….

viva a vida

Jesus ressuscitou!

A origem da Páscoa Cristã.

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesa, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

Na Bíblia encontramos (Livro do Êxodo), que Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap. 12), disse Moisés que todos os primogênitos seriam exterminados (com a passagem do anjo por sobre suas casas), mas aqueles (Israelitas ou Egípcios) que seguissem suas instruções seriam poupados.

Para que fossem poupados, deveriam sacrificar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro sobre as ombreiras das portas de suas casas e não deveriam sair de suas casas, assim, o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao êxodo de Israel para a Terra Prometida.

A Bíblia judaica institui a celebração do Pessach em Êxodo 12, 14:“Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.”

Assim, o termo Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

Na Páscoa Cristã, acontece a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “Sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos.

O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia da qual participou Jesus Cristo (segundo o Evangelho de Lucas 22:16) teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua.

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa

Início da Quaresma – 05/03/2014

quaresma

Anúncio do Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.

16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Homilia

Quaresma é tempo de graça e bênçãos em nossa vida!

Que este tempo da Quaresma nos ajude a vivermos um tempo propício de conversão, de graça, de mudança de mentalidade, de hábitos e comportamentos!

”Rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; porque Ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Joel 2,13).

Nós, hoje, começamos com toda a alegria do nosso coração esse tempo maravilhoso e abençoado, que se chama o tempo da Quaresma, tempo da graça de Deus para conosco. Algumas pessoas olham esse tempo quaresmal como uma coisa pesada, como um tempo de muito sacrifício, penoso e triste. Mas, na verdade, não é assim! Esse tempo nos conduz ao tempo da graça, que nos ajuda a refletir e a meditar sobre as profundezas maravilhosas da nossa fé à luz da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O dia de hoje é um convite para nos voltarmos ao silêncio, à meditação, ao desprendimento, à conversão, que consiste na verdadeira mudança do coração e da mente. Essa é a penitência que somos chamados a viver durante esse tempo. E por isso nós vimos tantas pessoas durante esses dias “rasgarem” suas roupas, mas nós não fazemos isso. O que nós fazemos hoje é rasgar o nosso coração para Deus e dizer: ”Senhor, queremos ser inteiramente Seus, queremos inteiramente entregar nossa vida em Suas mãos”.

O caminho para o tempo da Quaresma, proposto pela Igreja, se baseia em três elementos da fé e da religião: o jejum, a esmola e a oração. O jejum, pois não podemos ser escravos dos alimentos, não podemos ser escravos dos prazeres e dos instintos; pelo contrário, precisamos nos alimentar bem, mas sem nos esquecer de que milhões de pessoas, mundo afora, estão passando fome. Por isso, quando nós sabemos nos privar de algum alimento, por algum sacrifício, pela união com Deus, nós estamos afirmando que Deus é primeiro em nossa vida e não o alimento que nós temos.

A esmola, porque traduzimos esmola por ”caridade”, para cuidar do outro, para tirar daquilo que é nosso em favor daqueles que não têm, dos mais sofridos e dos mais necessitados. Como é importante saber repartir aquilo que nós temos, por isso, a esmola é bem ligada ao jejum. Não adianta só deixarmos de comer, é preciso pegar aquilo que não comemos ou nos privamos e repartir com aqueles que não têm. É preciso que nos preocupemos e cuidemos do outro que sofre e necessita de nós.

No entanto, o jejum e a esmola devem ser guiados pela oração, pela nossa relação pessoal com Deus, para nos voltarmos ao nosso interior a fim de conversar com o Pai. A oração feita na intimidade do nosso quarto, a oração na qual o nosso coração está inteiramente voltado para o Nosso Deus.

Que esse tempo da Quaresma nos ajude a vivermos um tempo propício de conversão, de graça, de mudança de mentalidade, de hábitos e comportamentos! Se praticarmos estes elementos: a oração, a esmola e o jejum, vividos com a intensidade da nossa alma, a Quaresma será um tempo de graça e de bênçãos em nossa vida.

Deus abençoe você!

Reflexão – Mt 6, 1-6.16-18

O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

Francisco: “Nossa relação com Deus gosta do silêncio”

Francisco: “Nossa relação com Deus gosta do silêncio

Papa FRANCISCO - 15Cidade do Vaticano (RV) – “Somente o silêncio pode guardar o mistério do caminho que o homem percorre com Deus. E que o Senhor nos dê a graça de amar o silêncio, longe de qualquer publicidade”: este foi o fulcro da homilia proferida pelo Papa na missa da manhã de sexta-feira, 20, na Casa Santa Marta. A reflexão de Francisco se inspirou nos momentos da Anunciação, proposta no Evangelho do dia.

“O Senhor sempre cobriu o mistério, nunca fez publicidade dele; isto não seria cristão. E também o mistério da maternidade virginal de Maria foi coberto, por toda a vida! A sombra de Deus em nossas vidas nos ajuda a descobrir o nosso mistério do encontro com o Senhor, do caminho da vida com Ele”.

“Cada um de nós – disse ainda o Papa – sabe como o Senhor age misteriosamente em nosso coração e em nossa alma. E qual seria a nuvem, o poder, o estilo do Espírito Santo para cobrir o nosso mistério?”, questionou, respondendo:
“Esta nuvem em nossa vida se chama silêncio, aquilo que se estende sobre o mistério da nossa relação com o Senhor, da nossa santidade e dos nossos pecados. Não se pode explicar este mistério, mas quando não existe silêncio em nossas vidas, o mistério se perde”.

“A Mãe de Jesus foi o perfeito ícone do silêncio, desde o anúncio de sua maternidade ao Calvário”, apontou o Papa, lembrando de quantas vezes ela não revelou seus sentimentos para guardar o mistério da relação com o seu Filho, até o silêncio mais cruento, “aos pés da Cruz”:

“O Evangelho não nos diz se ela pronunciou ou não alguma palavra… estava silente, mas dentro de seu coração, quantas coisas dizia ao Senhor: ‘Você me disse que ele seria grande, que teria reinado para sempre e agora… o vejo ali’. Maria era humana! E talvez tivesse vontade de dizer: ‘Fui enganada!, mas Ela, com o silêncio, ocultou o mistério que não entendia e com seu silêncio, deixou que seu mistério crescesse e florescesse na esperança”, concluiu o Papa.

O texto original, em italiano, está na página:

http://it.radiovaticana.va/news/2013/12/20/il_papa:_il_mistero_del_nostro_incontro_con_dio_si_comprende_in_un/it1-757278

fonte: News.Va – 2013-12-20 – Rádio Vaticana

O valor de uma simples visita

O valor de uma simples visita

Há algum tempo, tenho ouvido falar de cursilhistas que passaram pelo Movimento de Cursilhos de Cristandade. São pessoas que marcaram nosso movimento com seus testemunhos sempre vibrantes e fervorosos pelo Amor de Cristo. Muitos diziam deles que quando falavam não eram eles que apareciam, mas era Cristo que era evidenciado. Neste feriado, aniversário de Araçatuba (02/12) fui convidado por Iassuo, para juntar-me ao casal Joaquim e Conceição para enfim conhecer uma dessas pessoas.

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Tio Batistela – Cristão Comprometido

A pessoa de hoje é um homem de Guararapes, o mesmo cristão cursilhista, Miguel Batistela ou carinhosamente “Tio Batistela”, com seus atuais 94 anos, bem vividos em nome de nosso Senhor.

Ele fez o 6º Cursilho para homens, em 1970, na cidade de Valparaíso, quando Guararapes ainda estava ligada à diocese de Lins. Sua esposa Lourdes Silva presente ao seu lado, fez o 60º Cursilho para mulheres também da diocese de Lins.

Como responsável no cursilho três dias, tio Batistela tinha como mensagem “Igreja e Comunidade” e depois “O Cristão Comprometido”.

Passamos hora e meia na casa do casal, ouvindo recordações da história do movimento. Pudemos ver o quadrante do seu cursilho que ele guarda com todo carinho.

Realmente as pessoas que estão ao seu lado vão se contagiando com sua simplicidade, sorriso franco e a palavra aberta ao Amor de Cristo. São muitos anos, muitas histórias e não poderia ser diferente.

Ao nos despedir, indaguei se mesmo com a dificuldade dele para se locomover poderia fazer uma comunicação na Escola Vivencial e sua resposta foi firme e na certeza da continuidade do trabalho evangelizador.

- É só vir me buscar!

Do valor da simples visita e do testemunho de vida dele, deixo para cada um que ora me lê, descobrir o dia da comunicação, ir até à Escola Vivencial e compartilhar da vivência da fé.

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Blog do MCC da Diocese de Araçatuba – ano III

Dia 27/11/2013

Blog do MCC da Diocese de Araçatuba

Ano III

Ao adentrar no seu Quarto Ano, o blog do MCC da Diocese de Araçatuba apresenta um resumo de 2013.

Vejamos algumas ações:

Para melhor visualização, clique sobre as imagens:

número de visitas ao blog

Total de acessos = 87.219 (visitas)

A partir do mês de Agosto, o blog passou a enviar e-mails aos cursilhistas convidando para que se cadastrem e recebam as postagens on-line.

seguidores

Atualmente somos 183 seguidores, perfazendo uma média de 106 acessos diários.

O número de acessos está ligado à visita sobre cada postagem, contudo o WordPress disponibilizou um novo dado vinculado aos acessos e assim temos o número real de visitantes (computadores diferentes), sendo atualmente a média mensal de 1.483 IP (internet protocol) diferentes.

pessoas diferentes

49 pessoas por dia vem nos visitar, durante os trintas dias do mês.

Por meio do envio do endereço eletrônico do blog junto das alavancas aos Cursilhos que ocorrem no Brasil e mundo afora, muitos cursilhistas de outros países também vem nos conhecer.

Neste plano, destaca-se os países de língua portuguesa tais como Portugal, Moçambique, Angola entre outros de língua castelhana.    

países

Na melhor e feliz coincidência, o dia de maior acesso do blog, com 289 visitas, ocorreu dia 25/09/2013 e está relacionado à postagem da mensagem “Comunidade de comunidades: Uma nova paróquia” que foi proclamada por nosso querido Dom Sérgio Krzywy, Bispo da Igreja Particular de Araçatuba.

DSC09110Bispo da Igreja Particular de Araçatuba– D. Sérgio Krzywy

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Seguindo o caminho do entendimento, cada vez maior, entre a Igreja e o MCC, o blog disponibilizou a categoria “Mensagens do Pe Agnaldo“, com vídeos do nosso Assessor Espiritual.

padre agnaldo (3)Mensagens do Pe Agnaldo – Assessor Espiritual do MCC

Este ano introduzimos na barra lateral direita a categoria do “Doação de Sangue” visando, além da ação humanitária na partilha deste líquido tão precioso, possibilitar que cada doador ali inscrito, possa deixar seu testemunho de vida numa ação evangelizadora.

banco de sangue

Certos da compreensão e partilha na formação de nosso Quarto Dia, os quatro setores do MCC estão empenhados com seus colaboradores, enviando matérias/fotos assim que os trabalhos são concluídos pelas escolas vivenciais, permitindo que haja um intercambio imediato (on-line) de tudo que acontece no MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE da diocese de Araçatuba.

Peregrinar é caminhar por Cristo ao Pai, através dos impulsos do Espírito Santo, com a ajuda de Maria, levando consigo os irmãos” – Antonio Rivera Ramírez

Abraços De Colores, da Equipe do Blog

No templo não celebramos um rito, mas adoramos a Deus

No templo não celebramos um rito, mas adoramos a Deus.

papa no santa marta

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Cidade do Vaticano (RV) – O templo é um lugar sagrado onde o que é mais importante não é o rito, mas a “adoração ao Senhor”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia celebrada esta manhã na Casa Santa Marta. O Papa ressaltou que o ser humano, enquanto “templo do Espírito Santo”, é chamado a ouvir Deus dentro de si, a pedir-Lhe perdão e a segui-Lo.

Para a sua homilia, o Papa se inspirou no trecho litúrgico do Antigo Testamento, em que Judas Macabeu reconsagra o Templo destruído pelas guerras. “O Templo – observou o Pontífice – é o ponto de referência da comunidade, do povo de Deus”, para onde nos dirigimos por vários motivos, mas um deles em particular:

  • O Templo é o local onde a comunidade vai rezar, louvar o Senhor, dar graças, mas sobretudo adorar: no Templo se adora o Senhor. E este é o ponto mais importante. Isso é válido também para as cerimônias litúrgicas: o que é mais importante? Os cantos, os ritos? O mais importante é a adoração: toda a comunidade reunida olha para o altar, onde se celebra o sacrifício, e adora. Mas, eu creio – humildemente o digo – que nós cristãos talvez tenhamos perdido um pouco o sentido da adoração.

O Papa então se pergunta: “Os nossos templos são locais de adoração, a favorecem? E as nossas celebrações?”. Citando o Evangelho de hoje, Francisco recordou que Jesus expulsa os vendedores que usavam o Templo como um local de negócios, mais do que para a adoração. Mas há outro “Templo” e outra sacralidade a considerar na vida de fé:

  • São Paulo nos diz que nós somos templos do Espírito Santo. Eu sou um templo. O Espírito de Deus está em mim. Neste caso, talvez não podemos falar de adoração como antes, mas de uma espécie de adoração que é o coração que busca o Espírito do Senhor dentro de si, e sabe que Deus está ali, que o Espírito Santo está dentro de si. Ele O ouve e o segue.

Certamente, a sequela de Deus pressupõe uma contínua purificação, “porque somos pecadores”, reiterou o Papa Francisco, que insistiu: “Purificar-nos com a oração, com a penitência, com o Sacramento da reconciliação, com a Eucaristia”. E assim, “nesses dois templos – o templo material, o local de adoração, e o templo espiritual dentro de mim, onde habita o Espirito Santo – a nossa atitude deve ser a piedade que adora e escuta, que reza e pede perdão, que louva o Senhor”:

  • E quando se fala da alegria do Templo, se fala disso: toda a comunidade em adoração, em oração, em ação de graças, em louvor. Eu na oração com o Senhor, que está dentro de mim porque eu sou ‘templo’. Eu à escuta, disponível. Que o Senhor nos conceda este verdadeiro sentido do Templo, para poder prosseguir na nossa vida de adoração e de escuta da Palavra de Deus.

fonte: News.Va – 2013-11-22 – Rádio Vaticana

JMJ – Reflexões de Francisco – 16/11/2013

Reflexões de Francisco

Postagem nº 08 – Reflexão – Papa Francisco na homilia em Aparecida

O mês corrente de Novembro é dedicado pela Igreja Católica às Almas do Purgatório e em continuidade à reflexão sobre a homilia que o Papa Francisco proferiu na missa de Aparecida, reiteramos o seu chamado para três posturas:

  1. Conservar a esperança;
  2. Deixar-se surpreender por Deus;
  3. Viver na alegria.

Hoje, tomaremos a primeira postura – Conservar a Esperança.

papa francisco e o terço

“Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança!”

Questionamentos:

  1. Quais são os “dragões” atuais, diários, que ameaçam a nossa fé?
  2. Que forças temos empregado para que nossa esperança seja constante e fortalecida?
  3. Em que consiste a esperança do cristão? Compreendemos o que Maria quer de nós quando nos diz para fazer tudo o que Jesus nos pedir?

Indicações:

Para auxiliar sua reflexão:

  • Veja o vídeo do Hino Oficial JMJ Rio2013 “Esperança do Amanhecer

  • Leia a parte da homilia do Bispo de Roma em Aparecida em que ele fala sobre Conservar a Esperança:

Conservar a Esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo – que quer lhe devorar o filho.

a mulher e o dragão

A mulher vestida de sol e o dragão que tenta devorar seu filho, uma das cenas do Apocalipse, afresco de Giusto de’ Menabuoi na abside do Batistério de Pádua

A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a).

Quantas dificuldades na vida de cada um no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza!

Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança!

É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros.

Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.

JMJ – Reflexões de Francisco – 15/10/2013

Reflexões de Francisco

Postagem nº 07 – Reflexão – Papa Francisco na homilia em Aparecida

Neste mês que a Igreja dedica aos discípulos missionários e à Maria (em especial o dia 12/10 em que celebramos o dia da Padroeira do Brasil), a ideia central na homilia do Bispo de Roma nos faz refletir em dois pontos:

  • 1º – “Fazei tudo o que Ele vos disser”;
  • 2º – “Mostrai-nos Jesus”.

Neste período, também, refletiremos a homilia de Francisco na parte do seu chamado para três posturas:

  1. Conservar a esperança;
  2. Deixar-se surpreender por Deus;
  3. Viver na alegria.

Na homilia proferida na missa da Basílica de Aparecida, Francisco disse que ao ser eleito como Bispo de Roma foi visitar a Basílica de Santa Maria Maior e que, ao participar da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, quis vir à Aparecida para suplicar à Maria o bom êxito da Jornada e colocar a seus pés a vida do povo latinoamericano.

Francisco em sua homilia disse que a Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”.

Papa francisco e imagem nossa senhora aparecida

“Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5).

São pouquíssimas as palavras de Maria registradas no Evangelho. Todavia, elas são profundas para nós e o Bispo de Roma nos faz mergulhar no evangelho e nos questiona:

Questionamentos:

  1. Compreendemos o que Maria quer de nós quando nos diz para fazer tudo o que Jesus nos pedir?
  2. Quando rezamos a Maria, pedindo “Mostrai-nos Jesus”, entendemos ser ela nosso modelo de discípulos missionários?
  3. Entendemos que o Evangelho precisa ser anunciado nas realidades em que vivemos?

Indicações:

Para auxiliar a reflexão:

  • Leitura textos bíblicos da liturgia do dia de Nossa Senhora Aparecida (acesse neste blog o link Liturgia Diária):
    1. Primeira Leitura: Ester 5, 1b-2; 7, 2b-3
    2. Salmo: 44(45),11-12a.12b-13.14-15a.15b-16
    3. Segunda Leitura: Apocalipse 12, 1.5. 13a. 15-16a
    4. Evangelho; Jo 2, 1-11
  • Leia a parte inicial da homilia do Papa em Aparecida:

Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,

Queridos irmãos e irmãs!

Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latinoamericano.

“Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria.“

Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.

Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.”

JMJ – Reflexões de Francisco – 30/09/2013

Reflexões de Francisco

Postagem nº 06 – Reflexão – Papa Francisco na Vigília da JMJ

Nas duas postagens anteriores, refletimos sobre o que disse o Bispo de Roma Francisco sobre “o campo como lugar onde se semeia” e “o campo como lugar de treinamento”. Agora, vamos refletir sobre o que ele disse em “o campo como canteiro de obras”.

Ao final da sua homilia, Francisco se dirige aos jovens dizendo:

Papa francisco - 22

Queridos amigos, não se esqueçam: Vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor.

Tomemos o final da homilia para nossa reflexão:

a) Vocês são o campo da fé!

“…isso significa que o verdadeiro Campus Fidei é o coração de cada um de vocês, é a vida de vocês.”

b) Vocês são os atletas de Cristo!

“Queridos jovens, que vocês sejam verdadeiros atletas de Cristo!”

c) Vocês são construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor.

“No coração jovem de vocês, existe o desejo de construir um mundo melhor.”

Questionamentos:

  1. Quais são os desejos que estão em nosso coração?
  2. Temos contribuído para uma comunidade mais fraterna?
  3. Temos vivido como cristãos e estamos construindo a nossa história pessoal e social?Como está o nosso “treino” para ser um seguidor fiel de Jesus Cristo?

Indicações:

  • Leia o texto em que o Papa fala sobre “o campo como canteiro de obras”:

O campo como canteiro de obras. Quando o nosso coração é uma terra boa que acolhe a Palavra de Deus, quando se “sua a camisa” procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho; somos parte da Igreja, mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual (cf. 1Pe 2,5). E, olhando para este palco, vemos que ele tem a forma de uma igreja, construída com pedras, com tijolos.

Na Igreja de Jesus, nós somos as pedras vivas, e Jesus nos pede que construamos a sua Igreja; e não como uma capelinha, onde cabe somente um grupinho de pessoas. Jesus nos pede que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos! Ele diz a mim, a você, a cada um: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações»! Nesta noite, respondamos-lhe: Sim, também eu quero ser uma pedra viva; juntos queremos edificar a Igreja de Jesus! Digamos juntos: Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo!

No coração jovem de vocês, existe o desejo de construir um mundo melhor. Acompanhei atentamente as notícias a respeito de muitos jovens que, em tantas partes do mundo, saíram pelas ruas para expressar o desejo de uma civilização mais justa e fraterna. Mas, fica a pergunta:

      • Por onde começar?
      • Quais são os critérios para a construção de uma sociedade mais justa?
      • Quando perguntaram a Madre Teresa de Calcutá o que devia mudar na Igreja, ela respondeu: você e eu!

Queridos amigos, não se esqueçam: 

      • Vocês são o campo da fé!
      • Vocês são os atletas de Cristo!
      • Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor.

Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu “sim” a Deus: «Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra» (Lc 1,38). Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra.

Assim seja!

JMJ – Reflexões de Francisco – 08/09/2013

Reflexões de Francisco

Na semana passada fizemos a reflexão sobre “o campo como lugar onde se semeia”. Em continuidade, desta vez, tomaremos as palavras do Papa Francisco, com o segundo tema que é “o campo como lugar de treinamento”.

Eis parte do que ele disse, quando diante da impossibilidade de realizar a vigília da Jornada Mundial da Juventude no Campo da Fé – pelos estragos do local causados pela chuva –  e na compreensão do que Deus lhe falou com esse fato:

Postagem nº 05 – Reflexão – Papa Francisco na Vigília da JMJ

papa francisco

“Acho que a maioria de vocês ama os esportes. E aqui no Brasil, como em outros países, o futebol é uma paixão nacional. Ora bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito!”

O bispo de Roma, Francisco, traz nesta segunda imagem amostra de um novo modo de Vida.

“O campo como lugar de treinamento. 

Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que “joguemos no seu time”.

Acho que a maioria de vocês ama os esportes. E aqui no Brasil, como em outros países, o futebol é uma paixão nacional.

Ora bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time?

Neste ponto, o papa nos lembra do testemunho necessário.

Deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor.

São Paulo nos diz: “Todo atleta se impõe todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguirem uma coroa corruptível.

Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível!” (1Co 9, 25).

Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo! Oferece-nos a possibilidade de uma vida fecunda e feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim: a vida eterna.

Por fim, Francisco, remete-nos a um dos compromissos do Quarto Dia.

Jesus, porém, nos pede que treinemos para estar “em forma”, para enfrentar, sem medo, todas as situações da vida, testemunhando a nossa fé.

Como?

Através do diálogo com Ele: a oração, que é diálogo diário com Deus que sempre nos escuta; através dos sacramentos, que fazem crescer em nós a sua presença e nos conformam com Cristo; através do amor fraterno, do saber escutar, do compreender, do perdoar, do acolher, do ajudar os demais, qualquer pessoa sem excluir nem marginalizar ninguém. Queridos jovens, que vocês sejam verdadeiros “atletas de Cristo”!”

Questionamentos:

  1. Como está o nosso “treino” para ser um seguidor fiel de Jesus Cristo?
  2. Temos estudado e vivido a Palavra de Deus?
  3. Que sentido nós temos dado às orações diárias e à  vivência dos Sacramentos?

Indicações:

  • Leitura Mateus 7,1-29
  1. Não julgueis, para que não sejais julgados.
  2. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
  3. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
  4. Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
  5. Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
  6. Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.
  7. Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
  8. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.
  9. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?
  10. E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?
  11. Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?
  12. Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
  13. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
  14. E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
  15. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.
  16. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
  17. Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
  18. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
  19. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
  20. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
  21. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
  22. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
  23. E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
  24. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
  25. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
  26. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
  27. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.
  28. E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;
  29. Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.

JMJ – Reflexões de Francisco – 19/08/2013

Reflexões de Francisco

A equipe do blog segue com nova reflexão sobre as homilias do Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude.

Vamos continuar!?

Postagem nº 03 – Reflexão – Papa Francisco na Vigília da JMJ

Naqueles dias, debaixo de uma chuva (leve e incessante), que acabou deixando o local para o encontro com os jovens (determinado e preparado previamente), lameado e intransitável, o Bispo de Roma Francisco, diante deste fato inesperado, observou o que se passava ao seu redor e ouviu a voz de Deus pela transferência da realização da vigília no Campus Fidei para a Praia de Copacabana.

Tal situação nos mostra que Deus indicou ao Santo Padre que o verdadeiro campo da fé não é um lugar geográfico, mas somos todos nós.

Papa francisco - 14

“Penso que podemos aprender com o que aconteceu nesses dias. Como tivemos que cancelar, devido ao mau tempo, a realização desta vigília no Campus Fidei (Campo da Fé), em Guaratiba, não estaria o Senhor querendo dizer-nos que o verdadeiro Campo da Fé, o verdadeiro Campus Fidei, não é um lugar geográfico, mas somos nós?”

A partir do testemunho de Francisco, aprendemos que devemos estar abertos para ouvir a voz de Deus nos acontecimentos da vida, por menor que sejam.

Questionamentos:

  1. Sabemos reconhecer a voz de Deus na história e nos “sinais dos tempos”?
  2. Quais os fatos mais recentes tem chamado nossa atenção?
  3. O que Deus está nos dizendo através deles?

Indicações:

  • Leitura do texto do Padre Zezinho – “Ouvir a voz de Deus”

A Bíblia diz que Deus nos falou .
Nossa religião nos diz que Deus ainda nos fala.
Falou diretamente a Moisés e a outros patriarcas.
Falou por intermédio de mensageiros e anjos.
Falou por meio de profetas. Falou por meio de Jesus de Nazaré. Fala pela sua Igreja.
Se não acreditamos nisso então não há porque seguir uma religião.
Praticamos religião também para ouvir e sentir o que Deus faz nos outros.
Se para crermos nele exigimos que nos fale pessoalmente estamos dizendo a Deus que se tem algo a nos dizer, diga pessoalmente.
Deus não aceita condições, nem temos o direito de impô-las.
Se Ele falou e fala é porque quer e nos ama.
E impensável um Deus que não ame nem se comunique.
Mas é impensável alguém crer em Deus e exigir que se comunique
do jeito que queremos ouvi-lo.
Ninguém manda em Deus.
Podemos crer ou não crer que Ele de fato falou a Abraão e Moisés.
Podemos dizer que é tudo lenda, ficção, pedagogia…
Acharam que o ouviram, mas ele não falou…
Nossa Igreja diz que Deus fala e que a fé consiste em procurar ouvi-lo.
Se você manda recados por razões suas, Deus também o faz.
Os Israelitas, assustados com os sinais de Deus, disseram a Moisés:
- Da próxima vez , fala-nos tu.
Tiveram medo. O desconhecido os assustava.
Então alguém que não se assustava falou do desconhecido.
Nunca ouviremos a voz de Deus soprando nos nossos ouvidos. 

É com os ouvidos do coração que se ouve a Deus.

E é preciso ler sua mensagem com os olhos do coração.
Se você acha que uma mensagem como a do filho pródigo não vem de Deus,
então, de quem ela viria?
Jesus falou em nome de Deus a quem ele conhecia profundamente.
E quem ouve Jesus tem mais chance do que quem o ignora. Jesus é paz.
Nos católicos achamos que nossa Igreja fala em nome de Jesus.
Vale a pena ouvir a voz de Deus nos acontecimentos.
A Igreja ensina a ler e ouvir esta voz. Só ela é mãe e mestra.
Eu nunca ouvi Deus me falando, mas tenho certeza de que Ele me fala.
Um dos mensageiros mais fortes é a minha Igreja.

http://www.padrezezinhoscj.com