Papa aos jovens: seguir o exemplo dos doadores de sangue

Papa aos jovens: seguir o exemplo dos doadores de sangue

Cidade do Vaticano (RV) – Após a Oração mariana do Angelus neste domingo (14/06/2015), na Praça São Pedro, o Papa Francisco dirigiu o seu pensamento aos doadores de sangue:

Papa Francisco

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“Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Doadores de Sangue, milhões de pessoas que contribuem, de modo silencioso, para ajudar os nossos irmãos em dificuldade. A todos os doadores manifesto o meu apreço e convido especialmente os jovens a seguirem o seu exemplo”.

“Saúdo – disse ainda – o grupo que recorda todas as pessoas desaparecidas e asseguro a minha oração. Estou também próximo, – concluiu – a todos os trabalhadores que defendem de maneira unida o direito ao trabalho, que – reafirmou – ‘é um direito à dignidade’”.

No ano de 2004 a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o dia 14 de junho como o Dia Mundial do Doador de Sangue. O objetivo é homenagear e agradecer a todos os doadores que ajudam a salvar vidas diariamente. Na data comemora-se também o aniversário de Karl Landsteiner, Prêmio Nobel pela descoberta do sistema de grupos de sangue ABO.

O tema da campanha deste ano é “Obrigado por salvar minha vida”. A campanha está focada no agradecimento aos doadores de sangue que salvam vidas todos os dias através de suas doações e encorajam mais pessoas em todo o mundo a doar sangue voluntaria e periodicamente, com o slogan “Doe voluntariamente, doe frequentemente. Doar sangue é importante.”

O tema deste ano visa resgatar histórias de pessoas cujas vidas foram salvas através da doação de sangue, como forma de motivar doadores regulares de sangue a continuar a doar e motivar pessoas saudáveis que nunca doaram a começar a fazê-lo. (SP)

fonte:

http://br.radiovaticana.va/news/2015/06/14/papa_aos_jovens_seguir_o_exemplo_dos_doadores_de_sangue/1151458

Papa no Corpus Domini: Eucaristia é força para os débeis

Papa no Corpus Domini: Eucaristia é força para os débeis

Papa no corpus christi

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Quinta-feira, dia 4 de junho: o Papa Francisco presidiu à Missa da Solenidade do Corpo de Deus celebrada no adro da Basílica de S. João de Latrão. Na sua homilia, o Santo Padre introduziu, desde logo, o verbo desagregar:

“Desagregamo-nos quando não somos dóceis à Palavra do Senhor, quando não vivemos a fraternidade entre nós, quando competimos para ocupar os primeiros lugares, quando não encontramos a coragem de testemunhar a caridade, quando não somos capazes de oferecer esperança. Assim desagregamo-nos”.

Segundo o Santo Padre “a Eucaristia permite-nos que não nos separemos, pois é o vínculo da comunhão, é o cumprimento da Aliança sinal vivo do amor de Cristo que se humilhou e aniquilou, para que permanecêssemos unidos.” Desta forma, Cristo quer que sejamos comunhão com os pobres e os fracos:

“O Cristo presente no meio de nós, no sinal do pão e do vinho, exige que a força do amor supere toda a laceração e, ao mesmo tempo, torne-se comunhão com o pobre, apoio para o fraco, atenção fraterna aos que se esforçam carregando o peso da vida quotidiana e estão em perigo de perder a fé”.

“E o que significa hoje para nós “padecermos”, ou seja,  diminuir a nossa dignidade cristã? “ – perguntou o Papa que respondeu logo de seguida:

“Significa deixarmo-nos atingir pelas idolatrias do nosso tempo: o aparecer, o consumir, o eu no centro de tudo; mas também ser competitivos, a arrogância como comportamento vencedor, o não dever nunca admitir ter errado ou ter necessidades. Tudo isto nos abate, nos torna cristãos medíocres, mornos, insípidos, pagãos”.

O Papa Francisco continuou a sua reflexão afirmando que “Jesus derramou o seu sangue como preço e como batismo, para que fôssemos purificados de todos os pecados”. Se bebermos dessa fonte, acrescentou, “o Sangue de Cristo nos libertará dos nossos pecados e restituirá a nossa dignidade”. E sublinhou que a Eucaristia não é um prémio para os bons mas força para os débeis:

“ Assim aprendemos que a Eucaristia não é um prémio para os bons, mas é a força para os débeis, para os pecadores, o perdão e o viático que nos ajuda a andar e a caminhar.”

O Santo Padre concluiu a sua homilia lembrando os cristãos oprimidos e perseguidos, pedindo para nos sentirmos “em comunhão com os nossos irmãos e irmãs que não têm a liberdade de expressar a sua fé no Senhor Jesus. Sintamo-nos unidos a eles: cantemos com eles, louvemos com eles, adoremos com eles. E veneremos no nosso coração aqueles irmãos e irmãs aos quais foi pedido o sacrifício da vida pela fidelidade a Cristo: o seu sangue, unido ao do Senhor, seja penhor de paz e de reconciliação pelo mundo inteiro.

Após a Eucaristia seguiu-se a Adoração do Santíssimo Sacramento e a procissão que percorreu a Via Merulana até à Praça de Santa Maria Maior onde foi dada a bênção final. (RS)

fonte: News-va
http://www.news.va/pt/news/papa-no-corpus-domini-eucaristia-e-forca-para-os-d

“Leigos não precisam de Bispo-piloto, mas de Bispo-pastor”

“Leigos não precisam de Bispo-piloto, mas de Bispo-pastor”

assembleia

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Cidade do Vaticano (RV) – Na tarde de segunda-feira (18/05) o Papa abriu a 68ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana, CEI, na Sala do Sínodo, no Vaticano. O tema do encontro dos bispos italianos este ano é a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium.

O Papa deixou a sua residência na Casa Santa Marta e se dirigiu a pé até a Sala Paulo VI, onde foi acolhido pelo Presidente da Conferência e o Secretário, o Cardeal Angelo Bagnasco e Dom Nunzio Galantino. Depois de uma troca de abraços, os três se encaminharam  ao local dos trabalhos, no interior do edifício.

Contextualização: a realidade italiana e internacional

O Pontífice fez um discurso aos bispos de sua Diocese e de toda a Itália ressaltando que neste momento histórico desconfortante, com situações de aflição e atribulação, no país e no mundo, a vocação episcopal é ‘navegar contra a corrente’; ou seja, ser testemunhas alegres de Jesus Cristo e transmitir esta alegria e esperança aos outros.  “É-nos pedido para consolar, ajudar, encorajar sem distinção todos os nossos irmãos oprimidos pelo peso de suas ‘cruzes’, erguendo-os com a força que provém de Deus”. 

Neste sentido, visto o tema da Assembleia, Francisco disse ao grupo que gostaria de ouvir as suas ideias, as suas perguntas, e compartilhar com os presentes as suas reflexões. Mas iniciou afirmando que “é muito ruim encontrar um consagrado abatido, desmotivado ou ‘apagado’… é como um poço seco aonde as pessoas não acham água para matar a sede”.

A sensibilidade eclesial

“Minhas preocupações – disse o Papa – nascem de uma visão global dos episcopados, adquirida por ter encontrado em dois anos de Pontificado várias Conferências e observado a importância da ‘sensibilidade eclesial’ de cada uma; ou seja, a humildade, a compaixão, a misericórdia, a concretude e sabedoria, à imagem dos sentimentos de Deus.

A sensibilidade eclesial comporta não ser tímidos em condenar e derrotar a difusa mentalidade de corrupção pública e privada que empobreceu, sem alguma vergonha, famílias, aposentados, trabalhadores honestos e comunidades cristãs, descartando os jovens e marginalizando os mais carentes e frágeis. “A sensibilidade eclesial nos leva junto ao povo de Deus para defendê-lo das colonizações ideológicas que lhes roubam identidade e dignidade”. 

A sensibilidade eclesial – prosseguiu o Papa – se manifesta também nas decisões pastorais e na elaboração de Documentos, nos quais não devem prevalecer aspectos teóricos, doutrinais e abstratos, como se nossas orientações se dirigissem a estudiosos e especialistas, e não ao povo de Deus. “Temos que traduzi-los em propostas concretas e compreensíveis”, afirmou.

Prosseguindo, o Papa reiterou que a sensibilidade eclesial se concretiza também reforçando o indispensável papel dos leigos em assumir as responsabilidades que lhes competem. “Os leigos que possuem formação cristã autêntica não precisam de um ‘Bispo-piloto’, ou de um ‘monsenhor-piloto’ ou de um estímulo clerical para assumir suas tarefas em todos os níveis: político, social, econômico e legislativo! Eles precisam é de um Bispo-Pastor!” – completou.

Enfim, a sensibilidade eclesial se revela concretamente na colegialidade e na comunhão entre os Bispos e seus sacerdotes; na comunhão entre os próprios Bispos; entre as Dioceses ricas – material e vocacionalmente – e as que têm dificuldades; entre as periferias e o centro; entre as Conferências Episcopais e os Bispos com o sucessor de Pedro.

A base e a colegialidade

Em seguida, o Pontífice aprofundou o tema da colegialidade na determinação dos planos pastorais e na divisão dos compromissos programáticos, econômicos e financeiros. Por exemplo, citou que às vezes, a recepção dos programas e a atuação de certos projetos não são verificadas. “São homologadas decisões, opiniões e pessoas; narcotizadas Comunidades… ao invés de se deixar transportar aos horizontes aonde o Espírito nos pode conduzir”. 

Outra questão levantada pelo Papa: “Por que se deixam envelhecer tanto os Institutos religiosos, Mosteiros, Congregações, ao ponto que deixam de ser testemunhos fiéis ao seu carisma inicial? Por que não se incorporam, antes que seja tarde demais?”.

A este ponto, o Papa terminou seu discurso, explicando que quis apenas oferecer alguns exemplos de escassez de sensibilidade eclesial, e clamando para que “durante o Jubileu da Misericórdia, o Senhor nos conceda a alegria de redescobrir e tornar fecunda a misericórdia de Deus, com a qual somos chamados a consolar todos os homens e mulheres do nosso tempo”. 

Os bispos italianos prosseguem sua Assembleia na Sala do Sínodo, no Vaticano, até o dia 21, e no âmbito dos trabalhos, serão eleitos os Presidentes das Comissões Episcopais.

fonte:
NEWS.VA http://br.radiovaticana.va/news/2015/05/18/leigos_n%C3%A3o_precisam_de_bispo-piloto,_mas_de_bispo-pastor/1145034

A Comunicação e a Família

Marcos 16,15-20

Naquele tempo: Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados’. Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.Vão pelo mundo inteiro e anunciem a boa notícia a toda a humanidade

A comunicação e a Família

O apelo de Jesus ressuscitado aos seus discípulos, neste domingo da Ascensão, é:”Vão pelo mundo inteiro e anunciem a boa notícia a toda a humanidade” (Mc 16,15). Jesus pede que a sua mensagem chegue a todos. Nenhuma realidade humana pode ser omitida do anúncio.

O para Francisco tem insistido que a evangelização precisa ser acompanhada da alegria. Reconhece que “o grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza de individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada” (Evangelii Gaudium, n. 2).

Entre os lugares singulares onde somos chamados a pôr em prática a “alegria de evangelizar” está a família, assim como a família está no centro do 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que celebramos neste domingo. O tema proposto pelo papa, “Comunicar a família: Ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor“, indica que a comunicação é fundamental na formação desta primeira comunidade da qual fazemos parte ao vir ao mundo. De fato, o “encontro” entre seus membros somente pode ocorrer onde há relações gratuitas, construídas sobre atitudes de amor, considerando que do amor nascem a acolhida, o perdão e a partilha.

A qualidade de nossas relações humanas depende da qualidade de nossa comunicação. Todos somos responsáveis por criar em nossas famílias um ambiente de escuta, que favoreça o diálogo e a compreensão, primeiro passo para uma evangelização fecunda. Jesus é a nossa primeira referência. Ele é o comunicador perfeito a nos indicar o caminho da nova humanidade construída com gesto simples, marcados pela autenticidade, cordialidade, compaixão e ternura.

Pe Valdir José de Castro, ssp

fonte: folheto O Domingo (17/05/2015) – Editora Paulus Editora-Paulus

Feliz dia das mães

Feliz dia das mães

Amigos e amigas,

Se sua mãe está por perto, ao alcance de uma visita ou de um telefonema;

Se sua esposa-mãe está ao seu lado;

Se sua mãe é, hoje, a lembrança mais bela que se imprimiu em sua memória…

Lembrem-se de que todo dia é dia das mães…

Segunda-feira é o dia da jovem sorridente que traz em seu ventre um filho cujo rostinho anseia por conhecer… e é também o dia da jovem cuja gravidez não foi desejada, nem planejada, que só consegue pensar no serzinho, abandonado como ela, que está por vir.

Terça-feira é o dia da mãe feliz convencida de que seu filho é o bebê mais inteligente do planeta e, feliz, ajuda-o a dar os primeiros passos e ensina-lhe as primeiras palavras… e é também o dia da mãe cansada que acaba de ser informada de que não pode mais levar seu filho à casa onde trabalha como doméstica porque ele está começando a andar, a falar, a atrapalhar.

Quarta-feira é o dia da mãe que estremece ao ver seu filho escrever, pela primeira vez, o próprio nome e ler os primeiros textos… e é também o dia da mãe que apenas sonha com um filho educado, já que a única escola disponível na região é muito, muito longe do barraco em que vive.

Quinta-feira é o dia da mãe orgulhosa cujo filho passou no vestibular e vislumbra um futuro brilhante… e é também o dia da mãe que chora diante do adolescente no qual depositava tantas esperanças, mas que já vendeu a alma aos que lhe prometeram formas de ganhar dinheiro à margem da lei, pois, num país de corruptos de alto nível, a lei conta pouco.

Sexta-feira é o dia da mãe serena, cujo filho é um profissional de sucesso… e é também o dia em que a mulher, já desesperançada, sonha com um futuro em que poderá visitar seu filho em outro lugar que não seja a prisão.

nossa senhora - 14Sábado é o dia em que a mãe explode de alegria na festa de casamento do seu filho e sonha com netos que a ajudarão a experimentar de novo todas as alegrias da maternidade… e é também o dia em que lágrimas rolam no rosto daquela cujo filho acabou, como se esperava, assassinado  num beco.

Domingo é o dia em que, de repente, todas as mães ficam iguais… Porque o Senhor decidiu colocar diante delas a figura de sua própria Mãe que experimentou alegrias e angústias, felicidade e dores, realizações e sacrifícios, para que com Ela pudessem se identificar todas as mães. A todas elas, pois, meu respeito e minha oração.

Maria Elisa Zanelatto (maio de 2015)

Qual é a diferença entre ecumenismo, sincretismo e diálogo inter-religioso?

Qual é a diferença entre ecumenismo, sincretismo e diálogo inter-religioso?

Saiba mais sobre as relações construtivas entre a Igreja católica e os não-católicos

Ecumenismo é o processo de diálogo e cooperação voltado a promover a unidade entre os cristãos de todas as confissões. O termo vem do grego οἰκουμένη, que significa “todo o mundo habitado”; seu sentido, no cristianismo, é o de cumprir o desejo de Cristo de que todos nós sejamos “um só povo”.

O ecumenismo, tecnicamente, se refere à superação da divisão entre os cristãos. Já processo de aproximação e diálogo com religiões diferentes é chamado de diálogo inter-religioso. É o caso, por exemplo, do diálogo respeitoso e colaborativo entre cristianismo, judaísmo, islã, budismo, hinduísmo…

Também é importante diferenciar com clareza o ecumenismo e o diálogo inter-religioso do sincretismo religioso. O sincretismo é a mistura acrítica de ritos, crenças e elementos doutrinais de religiões diferentes e, em muitos aspectos, incompatíveis em conteúdo teológico.

Além do diálogo entre cristãos de confissões diferentes e entre os católicos e os seguidores de outras religiões, devemos considerar ainda a relação construtiva entre crentes e não-crentes. Entre as várias iniciativas em prol do diálogo e do intercâmbio de visões de mundo entre seguidores de diversos credos e ateus, a Igreja promove o Pátio dos Gentios, uma série de encontros internacionais em que se debate cultura, ciência, arte e fé e se procuram pontos de aproximação e convivência propositiva.

Quanto ao compromisso ecumênico assumido pela Igreja católica a partir do Concílio Vaticano II, trata-se de uma postura ativa: a Igreja não se limita à expectativa de retorno dos cristãos não-católicos ao seu seio, mas declara que “aqueles que creem em Cristo e receberam devidamente o batismo estão constituídos em uma determinada comunhão, embora imperfeita, com a Igreja católica. Os católicos, portanto, devem saber reconhecer e apreciar os valores autenticamente cristãos presentes em outras igrejas”. O ecumenismo praticado na Igreja se torna, assim, o compromisso de estudar, rezar e promover atos concretos de aproximação dos não-católicos.

As bases desta postura são estabelecidas pelo decreto conciliar “Unitatis Redintegratio“, de 1964. O texto reconhece, aliás, que as separações e algumas cisões aconteceram não sem culpa de homens de ambas as partes. O papa Paulo VI declarou que, “se alguma culpa nos é imputável por tal separação, por ela pedimos humildemente perdão a Deus”.

Em 2014, para celebrar os 40 anos desta fase do processo cristão rumo à unidade, o Centro Televisivo Vaticano (CTV) produziu o documentário “Ut Unum Sint” (“Para que todos sejam um”), preparado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Além de pedir que você reze todos os dias pela nossa unidade fraterna em Cristo, nós o convidamos a assistir ao documentário clicando no vídeo abaixo.

fonte: http://www.aleteia.org/pt/religiao/video/qual-e-a-diferenca-entre-ecumenismo-sincretismo-e-dialogo-inter-religioso-5842828584288256

Cristianismo não é teoria nem ideologia é mensagem da salvação

Cristianismo não é teoria nem ideologia é mensagem da salvação,

afirma Papa Francisco

O Papa Francisco presidiu na manhã de hoje, no Terceiro Domingo de Páscoa, a oração do Regina Coeli e comentou o Evangelho do dia, no qual Jesus ressuscitado se encontra com os apóstolos e lhes mostra as feridas dos pés e as mãos.

Papa Francisco

“Cada batizado está chamado a testemunhar, com as palavras e com a vida, que Jesus ressuscitou, que está vivo e presente em meio de nós”

Nas leituras da liturgia do dia ressoa duas vezes a palavra ‘testemunho”, indicou o Pontífice, destacando que “os apóstolos, que viram com seus próprios olhos o Cristo ressuscitado, não podiam silenciar sua extraordinária experiência”.

Continuando, o Papa recordou que a missão da Igreja consiste em que “cada batizado está chamado a testemunhar, com as palavras e com a vida, que Jesus ressuscitou, que está vivo e presente em meio de nós”.

Quem é testemunha?”, indagou o Papa: “A testemunha é alguém que viu, que recorda e conta. Ver, recordar e contar, são os três verbos que nos descrevem a identidade e a missão”.

Explicando cada um deles, disse também que “a testemunha é alguém que viu, mas não com olhos indiferentes; viu e se deixou envolver pelo acontecimento. Por isso recorda, não só porque sabe reconstruir com precisão os fatos ocorridos, mas sim porque estes fatos lhe falaram e ela captou o sentido profundo”.

A testemunha não conta “de maneira fria e individual, mas como alguém que se deixou questionar e desde aquele dia sua vida mudou”.

O conteúdo do testemunho cristão não é uma teoria, uma ideologia ou um complexo sistema de preceitos e normas, mas uma mensagem de salvação, um fato concreto, acima de tudo uma pessoa: é Cristo ressuscitado, que vive e é o único Salvador de todos”.

Assim, assinalou, “pode ser testemunhado por todos aqueles que tiveram uma experiência pessoal Dele, em sua Igreja, através de um caminho que tem seu fundamento no Batismo, nutre-se da eucaristia, tem seu selo na Confirmação e sua contínua conversão na Penitência”.

E para o cristão, “seu testemunho será mais acreditável quanto mais brilhe sua forma de viver o Evangelho, de maneira alegre, corajosa, leve, pacífica, misericordiosa”.

O Papa também advertiu que se “o cristão se deixa aprisionar pela comunidade, pela vaidade, converte-se em surdo e cego em relação à pergunta da ‘ressurreição’ de tantos irmãos. Como poderá comunicar a Jesus vivo, sua potência libertadora e sua ternura infinita?”.

Francisco pediu que a Virgem “nos sustente com sua intercessão para que possamos nos converter, com nossos limites, mas com a graça da fé, em testemunhos do Senhor ressuscitado, levando às pessoas com as quais nos encontremos os dons pascais da alegria e da paz”.

Por último o Santo Padre afirmou que hoje, na cidade italiana de Turim, começa a exposição do Santo Sudário e assinalou que no próximo 21 de junho também ele irá venerá-la. “Desejo que este ato de veneração ajude a todos a encontrar em Jesus Cristo o rosto misericordioso de Deus, e a reconhecê-lo nos rostos dos irmãos, especialmente dos que sofrem”.

Por Por Alvaro de Juana, ACI Digital

fonte: http://c3press.com/cristianismo-nao-e-teoria-nem-ideologia-e-mensagem-da-salvacao-afirma-papa-francisco.html

Dificuldade em acreditar

Lucas 24, 35-48

“E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão. E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; O que ele tomou, e comeu diante deles. E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas.”

Dificuldade em acreditar

Jesus ressuscitado continua aparecendo aos apóstolos e discípulos nesse final do evangelho de Lucas. Aos discípulos ainda medrosos e com dúvidas no coração, o Ressuscitado lhes mostra os sinais da crucificação e come com eles para tirá-los de sua incredibilidade.

Ao aparecer inesperadamente à comunidade reunida, Jesus lhe deseja a paz: “paz para vocês!” – desejo de plenitude de vida. Assustam-se e pensam ver um espírito. A resposta : “Um espírito não tem carne nem ossos como estão vendo“. As comunidades lucanas entenderam muito bem que o nosso Deus não é apenas um espírito – ou então um fantasma. O Ressuscitado tem carne e ossos e tem fome – é o Crucificado que permanece entre nós com as marcas dos cravos – não é um Deus descarnado, alguém que não tem nada a ver conosco.

As primeiras comunidades iniciaram sua caminhada na fé e no testemunho do Ressuscitado em meio a dúvidas e incertezas. Mas, aos poucos, foram crescendo na fé e no compromisso com Jesus. Aos poucos, ele foi lhes abrindo a mente para compreenderem tudo o que estava acontecendo e assim se tornarem testemunhas. Crer no Ressuscitado não é algo que acontece de forma mágica, de um dia para o outro. É um processo que nos amadurece aos poucos.

Lucas nos apresenta um método de evangelização muito caro no seu evangelho: a mesa da partilha, a comensalidade. Na partilha do pão, Jesus é reconhecido. O Ressuscitado marca uma presença na comunidade reunida que celebra, partilha a palavra e o pão; na família unida em torno da mesa farta; nos grupos organizados em defesa da vida; nas políticas públicas em prol da superação da fome e da miséria. A nona humanidade inaugurada com a Páscoa do Ressuscitado e que acredita na ressurreição é humanidade comprometida com a transformação , que busca superar a fome, a miséria, o ódio e os preconceitos.

Pe Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (19/04/2015) – Editora Paulus Editora-Paulus

Fé para a missão

João 20,19-31

Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: “Paz seja convosco”. 

E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. 

De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: “Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”. 

E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos”. 

Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: “Vimos o Senhor”.

Mas ele disse-lhes: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei”. 

E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: “Paz seja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente”. 

E Tomé respondeu, e disse-lhe: “Senhor meu, e Deus meu!”.

Disse-lhe Jesus: “Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”.

Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Fé para a missão

Aos discípulos que estavam trancados por medo, Jesus aparece e mostrando mãos e lado com as marcas da crucifixão, identifica-se como o Filho ressuscitado: aquele que realizara a missão confiada pelo Pai, aquele que se entregara pelos outros até a morte de cruz, aquele que agora estava vivo na comunidade.

Os episódios em que Jesus aparece após a ressurreição são sempre narrativas de missão. Vivo na comunidade, Jesus é o centro, e envia os discípulos em missão enchendo-os de alegria. Ao aparecer, deseja a paz: a plenitude da vida e dos bens que permitem às pessoas viver na dignidade filhas de Deus. E, ao desejar a paz, envia o Espírito Santo soprando sobre os discípulos, repetindo gesto de Deus ao criar o ser humano, em Gênesis.

O envio do Espirito renova a criação, pois dá a cada um de nós a vida renovada segundo a ressurreição de Jesus. É o Espirito Santo, enviado por Jesus que permite recordar hoje o que ele fez e disse e nos impulsiona na fé a continuar sua missão.

É tempo de acreditar, sem exigir provas. Fé que precisa de provas não é fé. É feliz quem tem fé, quem não exige provas para entregar-se confiante ao mistério de Deus, que é tudo em todos. Acreditar em Jesus é assumir a missão que ele nos confia. Missão de construir a paz, de construir comunidades onde se vença o medo, se viva o perdão e as pessoas sejam acolhidas e atuem como sujeitos de transformação.

Quem tem fé, de fato, não vive no medo e no fechamento. Fé é coragem e abertura, é alegria e missão. O Espírito do Ressuscitado, vencedor do sofrimento e da morte, abre portas e janelas, abre mentalidades e consciências e impulsiona à vivência comunitária da fé. Porque a fé não se vive sozinho, mas em comunidade. Em comunidade, vamos nos transformando e transformando o mundo, de acordo coma nova criação inaugurada por Jesus, de modo que ele continue sendo o centro de nossas comunidades e de nossa vida.

Pe Paulo Bazaglia, ssp

fonte: folheto O Domingo (12/04/2015) – Editora Paulus Editora-Paulus

Feliz Páscoa

Feliz Páscoa

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Trata-se de um lugar longínquo… Mas dizem que vale a pena ir até lá para conhecer o Enviado. O caminho é áspero – cheio de promessas e tropeços. Parece que o Criador havia planejado uma vida boa para sua criatura predileta, mas por causa de sua rebeldia, quase a elimina de todo da face da terra, através da grande inundação. Por ter um coração cheio de amor, propôs-lhe uma aliança representada por um arco que indicava o fim da tempestade. Cheio de esperança num homem, pediu-lhe que sacrificasse o próprio filho, mas ao final poupou-o para que desse início a uma humanidade capaz de construir a paz. Capaz, também, de desobediência. Permitiu que a maldade resultasse em escravidão e que a libertação custasse longos quarenta anos de peregrinação no deserto.

Por fim, assumiu forma humana e veio morar entre nós. Passou fazendo o bem para que aprendêssemos de uma vez. Prometeu que a lei viria escrita em nossos corações para que pudéssemos edificar seu Reino. Entretanto, procuramos ocupar-nos de outras tarefas: construímos máquinas de guerra e varremos da face da terra os que nos desagradavam; planejamos a distribuição da riqueza de tal modo que acabamos determinando quantas crianças podem nascer e quando os velhos devem morrer; destruímos o verde que enchia de beleza nossos olhos e sujamos a água que nos deu vida.

Por isso esse cansaço e esse desalento diante do longo caminho a percorrer. De todo modo, não temos escolha: ou é a morte ou a esperança de vida. Demoraremos a chegar e não teremos chance de conhecê-lo: os que O encontraram antes de nós, temerosos de perder suas conquistas espúrias, decidiram silenciá-lo. Provavelmente chegaremos tarde e encontraremos o seu túmulo vazio. Mas haverá, com certeza, rostos alegres e cheios de certeza, segredando-nos que aquilo não é o fim: já não está morto, mas vive! E, como prometeu, estará conosco até o fim dos nossos dias, para que tenhamos, ano após ano, uma Feliz Páscoa da Ressurreição!

Maria Elisa Zanelatto

Não existe outro caminho senão o de Jesus

Não existe outro caminho senão o de Jesus

Papa na homilia do Domingo de Ramos

O sol brilhava esta manhã sobre a Praça de São Pedro, repleta de fieis de várias partes da Itália e do mundo que assistiram à festiva celebração do Domingo de Ramos, que é também Dia Mundial da Juventude a nível das Dioceses. Daí a presença de um grande números de jovens na celebração, às quais, o Papa dirigiu uma saudação particular no final da Missa.

ramos

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A cerimônia iniciou com a procissão e a bênção dos ramos, a celebração litúrgica, em que foi narrada o percurso da Semana Santa que nos conduz à Páscoa…

Na sua homilia, o Papa Francisco sublinhou que no centro de celebração festiva deste domingo está a palavra ouvida precedentemente no hino da Carta aos Filipenses:

A humilhação de si mesmo, a humilhação de Jesus”.

Uma humilhação que revela – disse o Papa – o estilo de Deus e que deve ser também o estilo do cristão: a humildade. Um estilo que nunca acaba de nos surpreender, pois nunca nos habituamos à ideia de um Deus humilde.

“Deus se humilha para caminhar com o seu povo, para suportar as suas infidelidades”.

O Senhor ouve pacientemente os murmúrio, as lamentações contra Moisés, que no fundo eram contra Ele, contra o Pai que os tinha tirado da condição de escravatura e os conduzia através do deserto para a terra da liberdade.

“Nesta Semana Santa, que nos leva à Páscoa, iremos por este caminho da humilhação de Jesus. E só assim será “Santa” também para nós”

O Papa frisou que indo por esse caminho viveremos todos os momentos que caracterizam o percurso de Jesus durante a Semana Santa até à sua morte na cruz.

Este é o caminho de Deus”, o caminho da humildade.

É o caminho de Jesus, não há outro. E não existe humildade sem humilhação.

Percorrendo todo esse caminho, Deus fez-se servo – sublinhou o Papa recordando que humildade significa também serviço, significa esvaziar-se de nós mesmos para deixarmos espaço a Deus na nossa pessoa. Este esvaziar-se como diz a Sagrada Escritura – recordou o Papa Bergoglio – é a maior humilhação.

Mas há um caminho contrário ao de Cristo – fez notar o Papa: “o da mundanidade que nos leva pelas vias da vaidade, do orgulho, da procura do sucesso” …O maligno propôs esta via também a Jesus, durante os quarenta dias no deserto. “Mas Jesus recusou-a sem hesitação. E com Ele, somente com a sua graça, a sua ajuda, também nós podemos vencer esta tentação da vaidade, da mundanidade, não só nas grande ocasiões, mas nas circunstâncias ordinárias da vida.”

O Papa não deixou de evocar os exemplos de humildade, silêncio de tantos homens e mulheres que sem procurar dar nas vistas procuram servir os outros: parentes doentes, anciãos sós, inválidos, sem-abrigo…

Convidou também a elevar o pensamento a quantos pela sua fidelidade ao Evangelho são discriminados, pagando com própria vida, como os cristãos perseguidos, os mártires do nosso tempo. “São tantos! Não renegam Jesus e suportam com dignidade insultos e ultrajes. Seguem-No pelo seu caminho. Podemos falar de uma “nuvem de testemunhas.”

O Papa terminou a sua homilia, convidando todos a embocarem nesta Semana Santa, este caminho “com tanto amor por Ele, o nosso Senhor e Salvador. Será o amor a guiar-nos e a dar-nos força. E, onde Ele estiver, estaremos também nós. Amém.

Durante a Missa rezou-se em várias línguas para diversas intenções de modo particular para os jovens. Eis a oração e língua da Indonésia:

A paixão de Jesus, vivida em obediência à vontade do Pai, torne os seus corações puros, indivisos e generosos

E foi precisamente aos jovens que no final da celebração, depois de saudar a todos, o Papa dirigiu uma palavra especial:

“Caros jovens exorto-vos a continuar o vosso caminho seja nas dioceses, seja na peregrinação através dos continentes, que vos levará no próximo ano a Cracóvia, pátria de são João Paulo II, iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude. O tema daquele grande encontro “Beatos os misericordiosos, pois que encontrarão misericórdia” entoa-se muito bem com o Santo da Misericórdia. Deixai-vos encher pela ternura do Pai para depois a difundir à vossa volta!”.

Seguiu-se a oração mariana do Angelus que o Papa convidou a dirigir a Nossa Senhora fim de que nos ajude a ser fiéis a Cristo nesta Semana Santa, Ela que estava presente quando Jesus entrou triunfante em Jerusalém, mas que como Ele estava pronta ao sacrifício.

O Papa confiou a Nossa Senhora as vítimas do desastre aéreo da companhia alemã, recordando de modo particular o grupos de jovens estudantes que nele perdeu a vida.

E concluiu desejando a todos “uma Semana Santa em contemplação do Mistério de Jesus Cristo”.

fonte: NEWS.VA – http://www.news.va/pt/news/nao-existe-outro-caminho-senao-o-de-jesus-papa-na

Dia Internacional da Mulher

mulherAmigos e amigas,

Neste Dia Internacional da Mulher – exatos 30 anos depois do Ano Internacional da Mulher, declarado pela ONU para homenagear a mulher e suas lutas – façamos duas coisas: um minuto de silêncio e uma breve oração…

Pelas mulheres que adentraram a fresta de liberdade que encontraram e ampliaram a própria voz exigindo voto, melhores condições de trabalho, respeito à sua gestação e à sua maternidade, creches para seus filhos, garantia de um futuro melhor para suas ‘sucessoras’, mesmo às custas de suas próprias vidas… E pelas mulheres que, ainda hoje, são sufocadas pelos preconceitos culturais, econômicos, religiosos e mal conseguem respirar pela fresta que lhes possibilitam as burcas, as leis discriminatórias dos países ditos civilizados, a opressão decorrente da falsa interpretação religiosa dos homens, o desrespeito dos que não reconhecem seu valor, o medo estúpido da concorrência nos postos de trabalho.

Pelas mulheres que, ao longo da história, tornaram-se prova de que não se pode chamar de ‘sexo frágil’ o daquelas que, enquanto trabalham duramente, criam seus filhos, educam-se com dificuldade, fundam movimentos sociais de qualidade, engajam-se na política para a ela levar o feminino, a sensibilidade, a solidariedade, o respeito. E pelas mulheres que habitam os grotões dos países em que convivem categorias sociais profundamente distintas, pelas que fogem em desespero da perseguição de terroristas cegos por ideais espúrios, pelas que nunca conheceram nem conhecerão um livro, embora sonhem uma vida diferente para suas filhas.

Pelas mulheres que dedicaram e dedicam suas vidas ao próximo, seja na sua profissão, seja na sua opção de renúncia, e assim constroem, no anonimato, um mundo melhor no meio das agruras de hoje, semente de um mundo mais humano amanhã. E pelas que, ao tentar fazê-lo, são covardemente assassinadas pelos poderosos de plantão que temem o poder da verdade e do amor.

Mas que nosso silêncio dure, sim, apenas um minuto: no minuto seguinte, arregacemos as mangas e façamos de seu exemplo nossa escolha. E que, ao contrário, nossa oração dure para sempre, para que suas dores e batalhas não tenham sido em vão. Amém.

Maria Elisa Zanelatto

O reino de Deus chegou

Marcos 1, 14-20

“Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: ‘O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!’ E, passando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: ‘Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens’. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.”

O reino de Deus chegou

João é preso e assim termina sua jornada. Jesus entra em cena, dirige-se à Galileia e proclama a boa-nova da chegada do reino. Conclui-se uma etapa e inicia-se nova era. Há grande tarefa a ser cumprida, e para isso Jesus chama colaboradores. Começa convocando duas duplas de irmãos, que abandonam a profissão de pescadores e partem imediatamente para a nova missão: pescadores de gente.

Jesus não inicia sua atividade em Jerusalém, centro político, religiosos e cultural, mas na Galileia, região pouco valorizada, habitada por gente simples e pobre e próxima ao mundo pagão. Os pobres são os primeiros destinatários do reino de Deus.

O papa Francisco insiste na necessidade de a Igreja se voltar para os pobres e ir as periferias geográficas e sociais das grandes cidades. Acontece que é mais fácil e mais confortável se instalar nos centros ricos e desenvolvidos e se esquecer das enormes e pobres periferias.

Citando um documento da CNBB, o papa diz: “Desejamos assumir a cada dia, as alegrias e esperanças, as angústias e tristezas do povo brasileiro, especialmente das populações das periferias urbanas e das zonas rurais – sem terra, sem teto, sem pão, sem saúde – lesadas em seus direitos. Vendo a sua miséria, ouvindo os seus clamores e conhecendo o seu sofrimento, escandaliza-nos saber que existe alimento suficiente para todos e que a fome se deve à má repartição dos bens e da renda” (EG191)

Ao episcopado latino-americano (Celam), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, assim se expressa o papa Francisco: “A posição do discípulo-missionário não é uma posição de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias… No anuncio evangélico, falar de ‘periferias existenciais’ descentraliza, e, habitualmente, temos medo de sair do centro. O discípulo-missionário é um descentrado: o centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais”. Está aí o apelo do papa, convocando a Igreja a ir às periferias para levar o reino de Deus que chegou com Jesus   

Pe Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (25/01/2015) – Editora Paulus Editora-Paulus

O que estamos procurando?

João 1, 35-42

“No dia seguinte João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus. E os dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus. E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima. Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

O que estamos procurando?

A vocação é o chamado que Deus faz a cada um de nós para realizar uma missão. E realizar a própria missão, responder ao chamado de Deus, e dar sentido à própria vida.

Deus nos chama a cada instante, servindo-se de pessoas e situações. Quantos Batistas e quantos Andrés, com a própria vida, já nos apontaram Jesus e os valores do reino… Mas, ainda que a resposta ao chamado de Deus passe pelos irmãos, pela comunidade de fé, é a experiência pessoal com Jesus que nos revela a nós mesmos, como filhos amados e vocacionados a amar.

O evangelho nos mostra que, para realizar-se verdadeiramente, para abrir-se ao chamado de Deus, o caminho é “ir” e “ver” onde Jesus mora e então “permanecer” com ele.

Permanecer com Jesus é conhecê-lo melhor a cada dia , é morar onde ele mora. Jesus era mestre itinerante, sem moradia fixa. E como seu ser e seu agir são uma só coisa, ele pode ser encontrado hoje em vários gestos. Ele é pão, e está nas ações que alimentam a vida. Ele é a luz, e está nos caminhos que se iluminam. Ele é a porta, e está na liberdade das relações fraternas. Ele é o bom pastor que conduz, é a videira à qual estamos ligados como ramos. Ele é o verdadeiro caminho para vida, o Filho de Deus, Mestre e Senhor, nossa ressurreição e nossa vida….

Não é tão difícil saber onde Jesus mora hoje. Desafio maior é permanecer com ele, sabendo o que de fato buscamos nesta vida. Quem permanece com Jesus é instrumento para que outros também cheguem ao Mestre, o conheçam e permaneçam come ele.

Nossa vida, nossas ações, têm testemunhado aos outros a alegria do encontro com Jesus?

Temos ajudado outras pessoas a encontrar aquele que chama e dá sentido à vida? 

Pe Paulo Bazaglia, ssp

fonte: folheto O Domingo (18/01/2015) – Editora Paulus Editora-Paulus

Jesus é o filho de Deus

Marcos 1, 7-11

Naquele tempo: 7 João Batista pregava, dizendo: ‘Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo.’ 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: ‘Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer.’

Jesus é o filho de Deus

O Evangelho de Marcos inicia-se com João Batista pregando um batismo de conversão e profetizando a chegada de alguém mais forte que ele, o Messias, salvador e filho de Deus. João não é nem digno de se abaixar aos pés do anunciado ao mundo. Deus escolheu revelar-se ao nosso coração. Ele batiza com água, mas o que virá batizará com o Espirito Santo.

Nisso aparece Jesus para ser batizado: os céus se abrem, ele vê o Espirito Santo se fazer presente em sua vida e ouve a voz do Pai, que o proclama seu Filho amado. João Batista sai de cena e entra Jesus, anunciando seu projeto.

Os céus “estavam fechados”, parecendo estar obstruída a comunicação entre o céu e a terra, entre o divino e o humano. Havia necessidade de romper essa barreira invisível e estabelecer a comunicação com o transcendente. Havia a sensação de que Deus estava isolado e longe da humanidade.

Com a vinda do Espirito Santo sobre Jesus, os céus “são rasgados” e volta a se estabelecer a comunicação do divino com o humano. Finalmente é possível o encontro e a convivência com Deus. Um homem cheio do Espírito perambula pelas terras da Palestina, anunciando o reino de Deus.

Movido pelo Espírito Santo, Jesus cura, liberta, transforma e renova as pessoas e todas as coisas. À semelhança do caos do inicio da criação que se transforma em cosmos com o sopro divino, a nova humanidade nasce com a chegada do filho de Deus, iluminado e guiado pelo Espírito.

Graças ao Espírito Santo que recebemos no batismo, também nos tornamos novas criaturas. Somos integrados a uma comunidade, a Igreja. Sem esse Espírito de Deus, nossa vida é morna, sem compromisso e sem verve, a alegria esmorece, a esperança morre, os medos tornam-se fantasmas a nos atormentar. Se não nos deixamos animar e recriar por esse Espírito, não temos como contribuir para a nossa comunidade nem apontar novo rumo para a sociedade, tão necessitada de valores que dignifiquem e defendam a vida da humanidade.

Pe Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (11/01/2015) – Editora Paulus Editora-Paulus

O importante é o quanto amamos!

O importante é o quanto amamos!

corintios 13

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.

Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face.

Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.”