Maria, Modelo dos Evangelizadores

Maria, Modelo dos Evangelizadores

O papa Francisco, na exortação apostólica A Alegria do Evangelho propõe cinco atitudes para os evangelizadores (EG 24).

  1. Ir na frente: a comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (1 Jo 4,10). Por isso, ela vai à frente, vai ao encontro, procura os afastados e chega às encruzilhadas dos caminhos para convidar os que estão à margem.
  2. Envolver-se: com obras e gestos, os evangelizadores entram na vida diária dos outros. encurtam as distâncias, abaixam-se e assumem a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Contraem assim o “cheiro de ovelha”, e estas escutam a sua voz.
  3. Acompanhar: a comunidade acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece e suporta as longas esperas. A evangelização exige muita paciência.
  4. Frutificar: a comunidade mantém-se atenta aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. Encontra o modo de a Palavra se encarnar na situação concreta e dar frutos de vida nova.
  5. Festejar: Os evangelizadores, cheios de alegria, sabem festejar. Celebram os passos dados, cada vitória. E se alimentam da liturgia.

Essas atitudes estão antecipadas em Maria, a mãe de Jesus. Ao olhar para ela, vemos que é o modelo dos discípulos-missionários. 

  • Maria sai na frente, indo depressa ao encontro de Isabel (Lc 1, 39). Em Caná, toma a iniciativa quando percebe que falta o principal da festa (Jo 2,1-12).
  • Maria se envolve inteiramente na missão de educar Jesus. Quando este se torna adulto e parte em missão, ela acompanha discretamente seu filho.
  • Porque Maria tem fé, escuta a Palavra, medita no coração e a frutifica. Bendito é o fruto de teu ventre, diz Isabel! (Lc 1,42). Quantas coisas boas Maria plantou e colheu.
  • Por fim, ela sabe festejar. Seu cântico de louvor começa com uma explosão de alegria: “Minha alma engrandece o Se-nhor. E se alegra meu espírito em Deus, meu Salvador” (Lc 1,46).

Ir. Afonso Murad

fonte: folheto O Domingo (03/09/2017) – Editora Paulus Editora-Paulus

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Sou cristão, mas não sou religioso

Sou cristão, mas não sou religioso

Desde a minha conversão à Igreja, tenho observado um movimento entre os jovens cristãos que afirmam amar Jesus, mas rejeitam a “religião”.

Eu não acho que este movimento seja de todo ruim.

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Muitos cristãos da geração millennial que rejeitam a “religião” argumentam que as pequenas diferenças entre as denominações cristãs realmente não importam no final. E eles estão certos; Há pouca diferença real entre muitas das denominações cristãs que surgiram ao longo do tempo desde a Reforma. Quando eu estou no meu estado natal de Oklahoma, eu me deparo com o número absurdo de igrejas diferentes que afirmam estar voltando às raízes do cristianismo.

Porém, a fragmentação sem fim de denominações cristãs é um escândalo para a unidade à qual Cristo nos chama (Jo 17,21). Talvez a rejeição dessas diferenças religiosas entre os jovens cristãos possa ser o início de um movimento ecumênico para a unidade no Corpo de Cristo. Neste sentido, sim, vamos rejeitar as “religiões” baseadas em diferenças superficiais e enraizadas na divisão e no pecado.

Mas, como uma ex-ateia, eu tenho que dizer que há também algumas bandeiras sérias neste movimento para rejeitar a “religião”. Em uma recente tarde de domingo, a hashtag #EuNãoVouÀIgrejaPorque estava entre os top trends no Twitter. Para minha surpresa, muitos dos tuítes foram de cristãos que, orgulhosamente, proclamaram que eles não “precisam” de religião, eles só precisam de Jesus. Parece que a mentalidade sob a rejeição dos sacramentos entre alguns cristãos evoluiu naturalmente para uma rejeição de algo tão básico como celebrar a Eucaristia semanalmente.

Além do fato óbvio de que isso acontece sempre na milenar tradição cristã, há também a preocupação válida de que esta forma de “cristianismo”, baseada em nada mais que sentimento, vai se tornar, dentro de uma geração ou duas, em ateísmo.

E como esta nova forma de “Cristianismo” evoluiu: Muitas pessoas que estão neste movimento argumentam que separar o Cristianismo da “religião” nos ajuda a voltar às raízes do Cristianismo, às reais intenções de Jesus.

Mas a Bíblia e os escritos dos padres primitivos da Igreja revelam muito pouco para sustentar essa afirmação.

Aqui estão algumas evidências da Escritura e da história antiga da Igreja:

1. Os cristãos se reúnem para adorar: Deus nos deu uma orientação clara e as Escrituras deixam evidente que os primeiros cristãos se reuniam para uma refeição eucarística todos os domingos. Reuniões de domingo nunca foram uma prática opcional para os cristãos. Se acreditamos que Jesus morreu por nós, o mínimo que podemos fazer é adorá-lo por uma hora todos os domingos.

Tome cuidado, então, muitas vezes para se reunir para dar graças a Deus, e mostrar o seu louvor. Pois quando vocês se reúnem frequentemente no mesmo lugar, os poderes de Satanás são destruídos, e a destruição a que ele se propõe é impedida pela unidade de sua fé. – Inácio de Antioquia, Carta aos Efésios.

 No primeiro dia da semana, nos reunimos com a finalidade de partir o pão (Atos, 20:7)

2. Religião é o que nos liga a Deus: Há muito desdém pelas práticas exteriores de piedade nos dias de hoje. E certamente, é verdade que as práticas exteriores não levam sempre à caridade e santidade. Mas isso não é motivo para deixá-las para trás. Somos corpo e alma. A relação com Deus é alimentada por práticas exteriores; elas nos ligam a Deus e estamos ligados a ele através da nossa religião.

Estamos unidos e ligados a Deus por este vínculo de piedade. É disso que a religião toma seu nome. – Lactâncio, As Instituições Divinas

Pois assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta. – Tiago 2:26

3O cristianismo é comunidade: Nossa fé não é apenas um relacionamento individual com Jesus. O Cristianismo envolve relacionamento com Deus (que é, Ele mesmo, uma comunidade de pessoas) e relacionamento com os outros em sua Igreja. É doloroso e difícil estar em relacionamento com outros pecadores. Mas nossa fé nos chama a estar em união não apenas com Deus, mas com outras pessoas.

Somos um corpo unido como tal por uma profissão religiosa comum, pela unidade de disciplina e pelo vínculo de uma esperança comum. Nós nos reunimos como uma assembleia e congregação … Nós nos reunimos para ler nossos escritos sagrados … Em mente e alma, não hesitamos em compartilhar nossos bens terrenos um com o outro. – Tertuliano, Desculpa

Pois, como em um corpo temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função, então nós, embora muitos, somos um corpo em Cristo, e membros individualmente um do outro. – Romanos 12: 4-5

4. O cristianismo tem sucessão apostólica: As Escrituras deixam claro que Paulo nomeou bispos, Timóteo e Tito, e lhes pediu que designassem presbíteros (1 Tm 2: 2). Quando as pessoas rejeitam a hierarquia e a autoridade legítima em favor do individualismo, rejeitam Jesus e a Igreja que ele fundou.

Quando nos referimos a essa tradição que se origina dos apóstolos e que é preservada por meio da sucessão de presbíteros nas Igrejas, eles se opõem à tradição, dizendo que eles mesmos são mais sábios não meramente do que os presbíteros, até mesmo os apóstolos, porque eles descobriram a verdade não adulterada. – Irineu, Contra todas as heresias

Não negligencie o dom que há em ti, que foi conferido através da palavra profética com a imposição das mãos do presbitério. –  1 Timóteo 4:14

Cristianismo é uma religião. Sempre foi. E o movimento para remover a “religião” de nossa fé é um movimento que, em última instância, poderia minar a transmissão da fé para as gerações vindouras.

Essas são apenas algumas coisas que você pode apontar da próxima vez que uma pessoa disser que ele ou ela acredita em Jesus, mas não acha que é necessário praticar a religião.

Fonte: http://pt.aleteia.org/2017/01/31/sou-cristao-mas-nao-sou-religioso/

Carta MCC Brasil – Janeiro 2017 – 209ª

logo-mcc-22Carta MCC Brasil – Janeiro 2017 – 209ª

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe nem se atemorize o vosso coração”… (Jo 14,27).

 “Eu vos disse estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo tereis aflições. as, tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Muito amados leitores e leitoras: Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (1Cor 1,3)!

Introdução.

São as palavras de Jesus que desejo colocar como tema de nossa reflexão nesta nossa primeira Carta de 2017, apropriando-me das palavras de Paulo aos Coríntios, para saudá-los com carinho no início deste novo ano. Se é grande a instabilidade política, social e até religiosa que atravessamos neste ano, as previsões para o próximo ano parecem não indicar mudanças mais profundas e positivas para o futuro, não só em nosso país como em outras partes do nosso planeta.

  1. Algumas perspectivas para 2017.

Ao acompanhar as notícias globais, tanto em outras geografias como aqui, parece-nos que a maior ameaça que seguiremos enfrentando são as guerras, os ataques fratricidas, a exclusão sempre mais acentuada. E talvez um dos aspectos mais graves de tudo isso é que as ‘guerras’, em maior ou menor escala, acontecem na intimidade das famílias, mesmo das que se afirmam cristãs. Não seria provável que Jesus já estivesse prevendo essa dolorosa situação ao afirmar que: “…daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos: pai contra filho e filho contra pai; mãe contra filha e filha contra mãe; sogra contra nora e nora contra sogra” (Lc 12,52-53)? Tudo isso leva ao ódio exacerbado, à violência, ao desamor e, como insiste o nosso papa Francisco, à “globalização da indiferença”. Diante de tal realidade e, infelizmente, de tais perspectivas para o ano que se inicia, parece-me não ser nem necessário que externemos nosso sonho que é, sempre, o anseio profundo de todo ser humano medianamente sensível aos problemas e desafios. Com efeito, sonhamos com a PAZ, ansiamos pela PAZ, queremos a PAZ.

  1. Mensagem do Papa Francisco para o 50º. Dia Mundial da Paz.

Fechamos o parágrafo anterior com nossos sonhos, anseios e esperanças para 2017 com a palavra PAZ. Penso que ninguém melhor para traçar para nós, católicos, e até para homens e mulheres de boa vontade, um itinerário para a PAZ do que nosso papa Francisco. Permitam-me, pois, apresentar-lhes uma breve síntese da sua importante Mensagem para o Dia Mundial da Paz, no dia 1º. de janeiro de 2017, cujo foco se exprime no subtítulo: “A não-violência: um estilo de política para a paz”. Faço-o, embora esteja certo de que todos os católicos se empenham em conhecer as orientações do nosso Pastor, procurando conhecer por outros meios o inteiro teor dessa Mensagem que se desenvolve em sete grandes parágrafos: 1. Introdução; 2. Um mundo dilacerado; 3. A Boa Nova; 4. Mais poderosa que a violência; 5. A raiz doméstica de uma política não-violenta; 6. O meu convite; 7. Conclusão.

2.1. Introdução. Dirigindo-se aos povos e nações do mundo, chefes de Estado e Governo, o Papa “formula sinceros votos de paz”, almejando paz a cada homem, mulher, menino e menina e declarando sua oração para que “a imagem de Deus em cada pessoa humana nos permita reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados dotados de uma dignidade imensa”.  A seguir, a proposta da Mensagem: “Nesta ocasião desejo deter-me na não-violência como estilo de uma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz”.

2.2. Um mundo dilacerado. No segundo parágrafo, com traços fortes, o Papa sintetiza o atual estado de violência que grassa no mundo e afirma:“Não é fácil saber se o mundo de hoje é mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que caracteriza a nossa época nos tornam mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela”. E faz uma referência à prática dessa violência: “Seja como for, essa violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e em variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê?”.

2.3. A Boa Nova. Jesus nos apresenta a Boa Nova que é Ele mesmo: “O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante essa realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39)”. E encerra o parágrafo dizendo: “A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada ‘a magna carta da não-violência cristã’: esta não consiste “em render-se ao mal (…), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça”.

2.4. Mais poderosa que a violência. A começar por Madre Teresa de Calcutá, lembra o Papa tantas personagens que, pelo seu testemunho de vida, pela sua palavra e por suas lutas pela não-violência, ajudaram a construir a paz. E termina: Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um patrimônio exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem “a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida”. Reitero-o aqui sem hesitação: “nenhuma religião é terrorista”. A violência é uma profanação do nome de Deus. Nunca nos cansemos de repetir: “Jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra”.

2.5. A raiz doméstica de uma política não-violenta. Se acompanhamos o dia a dia do Papa Francisco, entendemos que, nesta sua Mensagem para a paz, não poderia faltar uma forte referência à família: “Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. Ela é parte daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado… A família é o espaço indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a se comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão”.

2.6. O meu convite.  As primeiras palavras do parágrafo já afirmam o convite do Papa: “A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação em todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um “manual” dessa estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus – os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça”.

Conclusão. “Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia. “Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir”. No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. “Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz”.

Não poderia terminar sem o meu carinhoso abraço fraterno, desejando a todos e todas um fecundo e tranquilo 2017, generosamente abençoado pelo Pai Misericordioso.

Pe. José Gilberto BERALDO
Equipe Sacerdotal do Grupo Executivo Nacional do MCC do Brasil

Feliz Natal!

Feliz Natal!

“Pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz.” (Isaías 9, 6)

Assustaram-se os homens e mulheres de todos os tempos diante desse anúncio. Sem sequer conhecer o Anunciado, os poderosos passaram a detestá-Lo, e os pobres a concentrar n’Ele suas esperanças. Decidiram, pois, todos, ir a Belém – uns para ter certeza de que a tal criança não representava riscos; outros para buscar um rumo para a vida que não parecia ter mais sentido, sufocada que era pela arrogância dos que ditavam as normas, tomavam as decisões, ignoravam a justiça, praticavam a exploração.

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Como o caminho era longo e a viagem exaustiva, muitos desistiram e passaram a viver de modo a tornar desacreditada a profecia: descobriram novas terras e novos mundos; criaram instrumentos inimagináveis; levaram a limites impensáveis a eficiência das armas; desenvolveram tecnologias que mudaram várias vezes as convicções dos humanos e sua forma de viver e conviver; transformaram o orbe num espaço que poderia ser destruído em segundos se um pequeno grupo assim o desejasse…

Arrostando todas as dificuldades e penúrias, alguns transformaram a dor em coragem e foram adiante. Chegaram e continuam chegando a Belém. No momento em que adentram o cenário despojado onde se encontra o Anunciado, sentem-se invadidos pela força e pela paz. Sabem que é duro o caminho de volta, mas agora têm para onde voltar. Voltarão para todos os lugares e se tornarão pais e mães, irmãos e irmãs, filhos e filhas, médicos e agricultores, tarefeiros e professores… E assim construirão o Reino!

A todos os que são capazes de ir até Belém e voltar para ser reflexo d’Aquele que foram conhecer, desejo um Natal e um Ano Novo abençoados.

Maria Elisa Zanelatto 
dezembro de 2016

Mensagem – Luciano José Oliver

Mensagem – Luciano José Oliver

Conseguimos finalizar mais um vídeo, desta vez com a parte da história de minha mãe Elvira C. Oliver, falando de sua infância até dias no próprio Cursilho em Araçatuba.

Publicamos fotos, lembranças dela e assim, contamos um pouco da história. Como tudo iniciou a partir das reuniões em casa, como poderíamos arrumar um terreno e dar inicio as obras.

Acreditamos que ficou lindo a partir das recordações de minha mãe.

Muito obrigado e fiquem todos com DEUS.

Luciano José Oliver

Mensagem – Luciano José Oliver

Mensagem – Luciano José Oliver

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Jeová Oliver

Com muito amor a Deus, nós filhos, com um simples vídeo, tentamos mostrar o trabalho de nosso pai Jeová (foto ao lado) com a ajuda de grandes amigos, muita luta e determinação, os quais estiveram na construção da casa São Paulo em Araçatuba, preparada especialmente ao Cursilho.

Temos na lembrança quando conseguiram o terreno, e após alguns meses, estava construindo o alicerce, baldrames. Foi muito emoção para meu pai. 

Para quem não conheceu Jeová Oliver, na sala dos responsáveis na casa de São Paulo, existe uma foto do mesmo, entre outras pessoas, que fazem parte de história do MCC a partir da diocese de Lins e continuada na diocese de Araçatuba.

De Colores

Luciano José Oliver

Luciano José Oliver é filho de Jeová Oliver (foto acima) e participou dos primórdios da fundação do MCC de Araçatuba (Casa de São Paulo),  conta em vídeo, um pouco da história do cursilho em nossa diocese.

Convite 27/10/2016 – Palestra sobre Outubro Rosa

ACIA Araçatuba juntamente com seus parceiros estão realizando através da campanha “Outubro Rosa e Novembro Azul, o que vale é não passar em branco”, uma série de eventos direcionados a conscientização da prevenção do câncer de mama e próstata.

Wilson Marinho da Cruz – Presidente da ACIA

Tema da palestra : ORIENTAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA O CÂNCER

Mastologista – Dr. Paulo Gil (Unimed Araçatuba)

Advogada – Dra. Edna Pereira de Almeida (OAB – Araçatuba)

Local: OAB – ARAÇATUBA

Endereço: R. Wenceslau Braz, 5

Dia: 27/10/2016

Horário : 20 horas

Entrada: FRANCA

Clique sobre a imagem para ver a AGENDA completa

 

Convite 20/10/2016 – Palestra sobre Outubro Rosa

Conforme contato encaminho as informações sobre a palestra de prevenção ao câncer de mama que será realizada nesta quinta-feira as 9:00 h no auditório do SESCON Araçatuba.

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A entrada é franca, só é necessário a confirmação da presença através do telefone (18)3117-1777 ou e-mail: aciara@aciara.com.br

Segue  em anexo toda a programação da Campanha “Outubro Rosa e Novembro Azul” realizada pela ACIA Araçatuba (Conselho da Mulher), juntamente com os demais parceiros.

Wilson Marinho

O Papa em Assis: “só a paz é santa e não a guerra!”. Texto integral

O Papa em Assis: “só a paz é santa e não a guerra!”.

O Papa Francisco pronunciou na Praça São Francisco o discurso conclusivo do Encontro de Oração pela paz, em Assis:

“Não nos cansemos de repetir que nunca o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa e não a guerra!”

Santidades,

Ilustres Representantes das Igrejas, Comunidades cristãs e Religiões,

Amados irmãos e irmãs!

ap3665882_lanciograndeCom grande respeito e afeto vos saúdo e agradeço a vossa presença. Viemos a Assis como peregrinos à procura de paz. Trazemos connosco e colocamos diante de Deus os anseios e as angústias de muitos povos e pessoas. Temos sede de paz, temos o desejo de testemunhar a paz, temos sobretudo necessidade de rezar pela paz, porque a paz é dom de Deus e cabe a nós invocá-la, acolhê-la e construí-la cada dia com a sua ajuda.

«Felizes os pacificadores» (Mt 5, 9). Muitos de vós percorreram um longo caminho para chegar a este lugar abençoado. Sair, pôr-se a caminho, encontrar-se em conjunto, trabalhar pela paz: não são movimentos apenas físicos, mas sobretudo da alma; são respostas espirituais concretas para superar os fechamentos, abrindo-se a Deus e aos irmãos. É Deus que no-lo pede, exortando-nos a enfrentar a grande doença do nosso tempo: a indiferença. É um vírus que paralisa, torna inertes e insensíveis, um morbo que afeta o próprio centro da religiosidade produzindo um novo e tristíssimo paganismo: o paganismo da indiferença.

Não podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz. Em muitos países, sofre-se por guerras, tantas vezes esquecidas, mas sempre causa de sofrimento e pobreza. Em Lesbos, com o querido Irmão e Patriarca Ecuménico Bartolomeu, vimos nos olhos dos refugiados o sofrimento da guerra, a angústia de povos sedentos de paz. Penso em famílias, cuja vida foi transtornada; nas crianças, que na vida só conheceram violência; nos idosos, forçados a deixar as suas terras: todos eles têm uma grande sede de paz. Não queremos que estas tragédias caiam no esquecimento. Desejamos dar voz em conjunto a quantos sofrem, a quantos se encontram sem voz e sem escuta. Eles sabem bem – muitas vezes melhor do que os poderosos – que não há qualquer amanhã na guerra e que a violência das armas destrói a alegria da vida.

Nós não temos armas; mas acreditamos na força mansa e humilde da oração. Neste dia, a sede de paz fez-se imploração a Deus, para que cessem guerras, terrorismo e violências. A paz que invocamos, a partir de Assis, não é um simples protesto contra a guerra, nem é sequer «o resultado de negociações, de compromissos políticos ou de acordos económicos, mas o resultado da oração» [João Paulo II, Discurso, Basílica de Santa Maria dos Anjos, 27 de outubro de 1986, 1: Insegnamenti IX/2 (1986), 1252]. Procuramos em Deus, fonte da comunhão, a água cristalina da paz, de que está sedenta a humanidade: essa água não pode brotar dos desertos do orgulho e dos interesses de parte, das terras áridas do lucro a todo o custo e do comércio das armas.

Diversas são as nossas tradições religiosas. Mas, para nós, a diferença não é motivo de conflito, de polémica ou de frio distanciamento. Hoje não rezamos uns contra os outros, como às vezes infelizmente sucedeu na História. Ao contrário, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros. São João Paulo II disse neste mesmo lugar: «Talvez nunca antes na história da humanidade, como agora, o laço intrínseco que existe entre uma atitude autenticamente religiosa e o grande bem da paz se tenha tornado evidente a todos» (Discurso, Praça inferior da Basílica de São Francisco, 27 de outubro de 1986, 6: o. c., 1268). Continuando o caminho iniciado há trinta anos em Assis, onde permanece viva a memória daquele homem de Deus e de paz que foi São Francisco, «uma vez mais nós, aqui reunidos, afirmamos que quem recorre à religião para fomentar a violência contradiz a sua inspiração mais autêntica e profunda» [João Paulo II, Discurso aos Representantes das Religiões, Assis, 24 de janeiro de 2002, 4: Insegnamenti XXV/1 (2002), 104], que qualquer forma de violência não representa «a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição» [Bento XVI, Intervenção na jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo, Assis, 27 de outubro de 2011: Insegnamenti VII/2 (2011), 512]. Não nos cansamos de repetir que o nome de Deus nunca pode justificar a violência. Só a paz é santa; não a guerra!

Hoje imploramos o santo dom da paz. Rezamos para que as consciências se mobilizem para defender a sacralidade da vida humana, promover a paz entre os povos e salvaguardar a criação, nossa casa comum. A oração e a colaboração concreta ajudam a não ficar bloqueados nas lógicas do conflito e a rejeitar as atitudes rebeldes de quem sabe apenas protestar e irar-se. A oração e a vontade de colaborar comprometem a uma paz verdadeira, não ilusória: não a tranquilidade de quem esquiva as dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses não forem afetados; não o cinismo de quem se lava as mãos dos problemas alheios; não a abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos às necessidades dos irmãos nem sujar as mãos em prol de quem passa necessidade. A nossa estrada é mergulhar nas situações e dar o primeiro lugar aos que sofrem; assumir os conflitos e saná-los a partir de dentro; percorrer com coerência caminhos de bem, recusando os atalhos do mal; empreender pacientemente, com a ajuda de Deus e a boa vontade, processos de paz.

Paz, um fio de esperança que liga a terra ao céu, uma palavra tão simples e ao mesmo tempo tão difícil. Paz quer dizer Perdão que, fruto da conversão e da oração, nasce de dentro e, em nome de Deus, torna possível curar as feridas do passado. Paz significa Acolhimento, disponibilidade para o diálogo, superação dos fechamentos, que não são estratégias de segurança, mas pontes sobre o vazio. Paz quer dizer Colaboração, intercâmbio vivo e concreto com o outro, que constitui um dom e não um problema, um irmão com quem tentar construir um mundo melhor. Paz significa Educação: uma chamada a aprender todos os dias a arte difícil da comunhão, a adquirir a cultura do encontro, purificando a consciência de qualquer tentação de violência e rigidez, contrárias ao nome de Deus e à dignidade do ser humano.

Nós aqui, juntos e em paz, cremos e esperamos num mundo fraterno. Desejamos que homens e mulheres de religiões diferentes se reúnam e criem concórdia em todo o lado, especialmente onde há conflitos. O nosso futuro é viver juntos. Por isso, somos chamados a libertar-nos dos fardos pesados da desconfiança, dos fundamentalismos e do ódio. Que os crentes sejam artesãos de paz na invocação a Deus e na ação em prol do ser humano! E nós, como Chefes religiosos, temos a obrigação de ser pontes sólidas de diálogo, mediadores criativos de paz. Dirigimo-nos também àqueles que detêm a responsabilidade mais alta no serviço dos povos, aos líderes das nações, pedindo-lhes que não se cansem de procurar e promover caminhos de paz, olhando para além dos interesses de parte e do momento: não caiam no vazio o apelo de Deus às consciências, o grito de paz dos pobres e os anseios bons das gerações jovens. Aqui, há trinta anos, São João Paulo II disse: «A paz é um canteiro de obras aberto a todos e não só aos especialistas, aos sábios e aos estrategistas. A paz é uma responsabilidade universal» (Discurso, Praça inferior da Basílica de São Francisco, 27 de outubro de 1986, 7: o. c., 1269). Assumamos esta responsabilidade, reafirmemos hoje o nosso sim a ser, juntos, construtores da paz que Deus quer e de que a humanidade está sedenta.

(Assis – Praça de São Francisco, 20 de setembro de 2016)

Fonte: http://www.news.va/pt/news/o-papa-em-assis-crentes-sejam-artifices-de-paz-tex

Apelo pela Paz: a oração protege e ilumina o mundo

Apelo pela Paz: a oração protege e ilumina o mundo

Cidade do Vaticano (RV) – Na cerimônia de conclusão do encontro em Assis e depois do discurso do Papa na Praça de São Francisco, no final da tarde desta terça-feira (20), foi respeitado um minuto de silêncio em memória das vítimas das guerras e do terrorismo em todo o mundo. Em seguida, um representante do budismo japonês leu o Apelo pela Paz para toda a assembleia que acompanhava o encerramento.

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Clique sobre a imagem para ouvir o texto

Um grupo de crianças, então, recebeu uma cópia do documento que será doada para os representantes de países de todo o planeta no sentido de frutificar a mensagem de Assis no mundo. Para representar o momento, Papa Francisco fez a entrega do Apelo pela Paz envolvido num ramo de oliveira – símbolo da paz – a uma criança.

Na sequência da cerimônia, o Santo Padre foi quem começou a acender o candelabro para iluminar para a esperança e também foi o primeiro a assinar o documento. E, assim, sucessivamente, os representantes religiosos também acenderam as suas velas para compor o candelabro, e assinaram o apelo conjunto, acreditando nesse ato concreto de misericórdia, compartilhado em um grande abraço humanitário pela paz.

No texto do Apelo pela Paz, as primeiras referências remontam o ano de 1986 quando, a convite do Papa João Paulo II, o encontro inter-religioso abraçou homens e mulheres de diferentes religiões e provenientes do mundo todo para “afirmar o vínculo indivisível entre o grande bem da paz e uma autêntica atitude religiosa”.

Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores

“Daquele evento histórico, teve início uma longa peregrinação que, tocando muitas cidades do mundo, envolveu inúmeros crentes no diálogo e na oração pela paz; uniu sem confundir, gerando amizades inter-religiosas sólidas e contribuindo para extinguir não poucos conflitos. Este é o espírito que nos anima: realizar o encontro no diálogo, opor-se a todas as formas de violência e abuso da religião para justificar a guerra e o terrorismo. E todavia, nos anos intercorridos, ainda muitos povos foram dolorosamente feridos pela guerra. Nem sempre se compreendeu que a guerra piora o mundo, deixando um legado de sofrimentos e ódios. Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores.”

A oração protege o mundo

O apelo, então, para que a oração pela paz seja uníssona e instrumento de conciliação e amor diante dos conflitos atuais que assolam o mundo:

“Dirigimos a nossa oração a Deus, para que dê a paz ao mundo. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e ilumina-o. A paz é o nome de Deus. Quem invoca o nome de Deus para justificar o terrorismo, a violência e a guerra, não caminha pela estrada d’Ele: a guerra em nome da religião torna-se uma guerra contra a própria religião. Por isso, com firme convicção, reiteramos que a violência e o terrorismo se opõem ao verdadeiro espírito religioso.”

Um tempo novo, uma família de povos

O respeito à pluralidade para a construção de uma sociedade de paz também se faz presente no Apelo pela Paz, com pensamento especial a quem sofre por causa da guerra: os pobres, as crianças, os jovens, as mulheres. E é com eles que se clama: “Não à guerra!”, não cair no vazio o grito de dor de tantos inocentes. O Apelo implora “aos Responsáveis das nações que sejam desativados os moventes das guerras: a ambição de poder e dinheiro, a ganância de quem trafica armas, os interesses de parte, as vinganças pelo pasado” e que “cresça o esforço concreto para remover as causas subjacentes aos conflitos: as situações de pobreza, injustiça e desigualdade, a exploração e o desprezo da vida humana”.

“Abra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma família de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta às necessidades autênticas das pessoas e dos povos, que impeça os conflitos através da colaboração, que vença os ódios e supere as barreiras por meio do encontro e do diálogo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o diálogo. Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz; a partir de Assis, renovamos com convicção o nosso compromisso de o sermos, com a ajuda de Deus, juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade.” (AC)

Confira o texto na íntegra:

Apelo pela Paz (Assis, 20 de setembro de 2016)

Homens e mulheres de diferentes religiões, congregamo-nos, como peregrinos, na cidade de São Francisco. Aqui em 1986, há trinta anos, a convite do Papa João Paulo II, reuniram-se Representantes religiosos de todo o mundo, pela primeira vez de modo tão participado e solene, para afirmar o vínculo indivisível entre o grande bem da paz e uma autêntica atitude religiosa. Daquele evento histórico, teve início uma longa peregrinação que, tocando muitas cidades do mundo, envolveu inúmeros crentes no diálogo e na oração pela paz; uniu sem confundir, gerando amizades inter-religiosas sólidas e contribuindo para extinguir não poucos conflitos. Este é o espírito que nos anima: realizar o encontro no diálogo, opor-se a todas as formas de violência e abuso da religião para justificar a guerra e o terrorismo. E todavia, nos anos intercorridos, ainda muitos povos foram dolorosamente feridos pela guerra. Nem sempre se compreendeu que a guerra piora o mundo, deixando um legado de sofrimentos e ódios. Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores.

Dirigimos a nossa oração a Deus, para que dê a paz ao mundo. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e ilumina-o. A paz é o nome de Deus. Quem invoca o nome de Deus para justificar o terrorismo, a violência e a guerra, não caminha pela estrada d’Ele: a guerra em nome da religião torna-se uma guerra contra a própria religião. Por isso, com firme convicção, reiteramos que a violência e o terrorismo se opõem ao verdadeiro espírito religioso.

Colocamo-nos à escuta da voz dos pobres, das crianças, das gerações jovens, das mulheres e de tantos irmãos e irmãs que sofrem por causa da guerra; com eles, bradamos: Não à guerra! Não caia no vazio o grito de dor de tantos inocentes. Imploramos aos Responsáveis das nações que sejam desativados os moventes das guerras: a ambição de poder e dinheiro, a ganância de quem trafica armas, os interesses de parte, as vinganças pelo passado. Cresça o esforço concreto por remover as causas subjacentes aos conflitos: as situações de pobreza, injustiça e desigualdade, a exploração e o desprezo da vida humana.

Abra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma família de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta às necessidades autênticas das pessoas e dos povos, que impeça os conflitos através da colaboração, que vença os ódios e supere as barreiras por meio do encontro e do diálogo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o diálogo. Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz; a partir de Assis, renovamos com convicção o nosso compromisso de o sermos, com a ajuda de Deus, juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade.

Fonte: http://www.news.va/pt/news/apelo-pela-paz-pela-oracao-que-protege-e-ilumina-o

Deus faz festa quando voltamos para Ele, arrependidos

Deus faz festa quando voltamos para Ele, arrependidos

A leitura evangélica deste domingo, XXIV do tempo comum, é um trecho tirado do capítulo 15 do Evangelho de São Lucas, considerado o capítulo da misericórdia, pois que reúne três parábolas com as quais Jesus responde às murmurações dos escribas e fariseus que o criticavam por acolher e comer com os pecadores.

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Clique sobre a imagem para ouvir o texto

E foi precisamente desta leitura que o Papa partiu para a sua breve reflexão antes da oração mariana do Ângelus, ao meio dia da Janela do Palácio Apostólico, sobre a Praça de São Pedro, que como sempre, estava repleta de fiéis e turistas…

Com essas três parábolas – disse Francisco – “Jesus nos quer fazer compreender que Deus Pai é o primeiro a ter, em relação aos pecadores, uma atitude acolhedora e misericordiosa” .

Essas parábolas são: o pastor que abandona as noventa e nove ovelhas para procurar uma que se tinha perdido; a mulher que perdeu uma moeda e a procura até a encontrar; o pai que regozija e faz festa pelo regresso a casa do filho que se tinha afastado da família.

A mulher, o pastor, o pai, os três fazem festa com amigos e vizinhos quando se resolve a situação que os preocupava.

Com efeito, o elemento comum a estas três parábolas – fez notar o Papa – é o alegrar-se juntos, fazer festa. Nas primeiras duas, a tónica é posta na alegria tão grande que quem a vive sente a necessidade de a partilhar com “os amigos e vizinhos”. Na terceira, é posta na festa que parte do coração do pai misericordioso e se expande por toda a casa. Algo que está em plena sintonia com o Ano jubilar que estamos a viver – acrescentou Francisco:

Esta festa de Deus para com os que regressam a Ele, arrependidos, está mais do que nunca em sintonia com o Ano jubilar que estamos a viver, como diz o próprio termo “jubileu, isto é júbilo!”

Jesus apresenta-se assim como “um Deus de braços abertos, que trata os pecadores com ternura e compaixão”. A terceira parábola é, no dizer do Papa – a que mais manifesta o amor infinito de Deus, pois que, se por um lado apresenta a triste história dum jovem que cai na degradação, por outro mostra a sua força de se levantar e voltar para o pai. E é isto que mais comove: “Levantar-me-ei e irei ter com o meu Pai”. O Papa vê neste regresso a casa a “via da esperança e da vida nova”. E aqui Francisco volta a sublinhar com força como tem vindo a fazer, que “Deus espera sempre o nosso pôr-se a caminho, ele nos espera com paciência, nos vê quando ainda estamos longe, corre ao nosso encontro, nos abraça, nos beija, nos perdoa. Deus é assim! Assim é o nosso Pai! E o seu perdão cancela o passado e nos regenera no amor. Esquece o passado: e esta é a fraqueza de Deus. Quando nos abraça e nos perdoa, perde a memória. Não tem memória! Esquece o passado.”

Bergoglio frisou ainda que quando “nós pecadores nos convertemos e nos deixamos encontrar por Deus, não nos espera repreensões e durezas, porque Deus salva, volta a acolhermos em casa com alegria e faz festa”.

E fazendo notar que é o próprio Jesus que diz no Evangelho deste domingo que “haverá mais alegria no Céus por um único pecador que se converte,  do que por noventa e nove justos, os quais não precisam de conversão”, o Papa lançou uma pergunta:

 “Haveis jamais pensado que de cada vez que nos aproximamos do confessionário, há alegria e festa no Céu?” Já pensastes nisso? É belo!”

Isto dá – sublinhou o Papa –  grande esperança, porque mostra que não há pecado da qual, com a graça de Deus, não podemos ressurgir; não há ninguém irrecuperável, porque Deus não cessa nunca de querer o nosso bem.

E o Papa rezou à Virgem Maria, refugio dos pecadores, para que faça brotar nos nossos corações aquela confiança que se acendeu no coração do filho pródigo que disse: “ Hei-de levantar-me e ir ter com o meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei”. Empreendendo este caminho podemos dar alegria a Deus e a sua alegria pode tornar-se a sua e a nossa festa” – rematou Francisco.

Oração especial paro Gabão em crise politica

Depois do Oração mariana do Angelus, o Papa recordou a situação que se está a viver no Gabão pedindo uma oração especial para este país africano…

Caros irmãos e irmãs, gostaria de convidar a uma oração especial para o Gabão, que está a atravessar um momento de grave crise política. Confio ao Senhor as vítimas do recontros e os seus familiares. Associo-me aos Bispos daquele querido País africano, convidando as partes a recusar todas as formas de violência e a ter sempre como objectivo o bem comum. Encorajo todos, de modo particular os católicos, a ser construtores de paz no respeito da legalidade, no diálogo e na fraternidade”.

Novo Beato

O Papa recordou ainda que neste domingo 11 de Setembro, em Karaganda, no Kazakhstan, é proclamado Beato Ladislao Bukowinski, sacerdote e pároco, perseguido pela sua fé… Como sofreu esse homem! como!… Na vida demonstrou sempre grande amor pelos mais fracos e necessitados e o seu testemunho aparece como um condensado de obras de misericórdia espirituais e corporais.”

E o Papa concluiu a sua alocução saudando todos, romanos, grupos de várias partes da Itália e peregrinos vindos doutros países. A todos desejou bom domingo, despedindo com o habitual pedido de oração para ele.

fonte: http://www.news.va/pt/news/angelus-deus-faz-festa-quando-voltamos-para-ele-ar

Mãe Divina

Mãe Divina

Mãe divina, onde estás?
Esta noite me sinto quebrado em dois.
Eu vi estrelas caírem do céu.
Mãe divina, não consigo não chorar.

Oh, eu preciso de sua ajuda desta vez,
Ajuda-me a passar por esta noite solitária.
Dize-me por favor para que lado ir
Para me encontrar de novo.

Mãe divina, escuta minha oração,
De algum modo eu sei que tu ainda estás aí.
Manda-me, por favor, um pouco de paz de espírito;
Leva embora esta dor.

Eu não consigo, eu não consigo, eu não consigo mais esperar
Eu não consigo, eu não consigo, eu não consigo esperar por ti

Mãe divina, escuta meu pedido,
Eu amaldiçoei teu nome umas mil vezes.
Eu senti a raiva em minha alma;
Tudo que preciso é uma mão para segurar.

Oh, eu sinto que o fim chegou,
Não mais minhas pernas vão correr.
Tu sabes que eu preferiria estar
Em teus braços esta noite.

Quando minhas mãos não mais tocarem,
Minha voz parar, eu sumir,
Mãe divina, então estarei
Deitado, salvo em teus braços.

Mensagem – Elvira Cavalli Oliver

Mensagem – Elvira Cavalli Oliver

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Jeová Oliver

Elvira Cavalli Oliver, esposa de Jeová Oliver (foto ao lado), que participou dos primórdios da fundação do MCC de Araçatuba (Casa de São Paulo), envia mensagem aos cursilhistas de nossa diocese.

Para quem não conheceu Jeová Oliver, na sala dos responsáveis na casa de São Paulo, existe uma foto do mesmo, entre outras pessoas, que fazem parte de história do MCC a partir da diocese de Lins e continuada na diocese de Araçatuba.

Vivendo o passado no presente

Vivendo o passado no presente

Oi Pessoal?
Como foi o cursilho?
Olha a relíquia que estou vendo agora …. com meu tio ainda vivo, viu… Rsrs
Ele fez o sexto Cursilho em out/1970 da Diocese de Lins,
Aqui no antigo Colégio São José de Valparaíso.
Tirei uma foto do cardeninho dele, que maravilhaaaaa
Estou emocionada.
Abraços!

Patricia Higuchi (Valparaíso)

Feliz Dia das Mães!‏

Amigos e amigas,

Domingo é Dia das Mães. A oportunidade de celebrá-lo deveria nascer no coração de cada filho ou filha, como fruto natural do amor. Mas a urgência de divulgá-lo como elemento integrante da modernidade líquida, atropela o amadurecimento necessário que precede a convicção do seu valor. No espaço em que, como diz o filósofo, saem do palco os referenciais morais da modernidade sólida, para dar lugar à lógica do agora, do consumo, da artificialidade, o Dia das Mães pode ter um rosto incompleto.

Incompleto é o rosto maquiado, a roupa elegante e cara, o sorriso descolado, o mais moderno smartphone na mão, a aparência jovem demais para a idade dos filhos, a agenda lotada de compromissos de trabalho que garantem independência financeira e de atividades sociais que levam à dependência do whatsapp para a comunicação com a prole.

Para que o rosto se complete é necessário um profundo mergulho na realidade: aquela das mães de todos os dias e de todos os lugares, que carecem de tempo para si mesmas, de adornos sem dúvida merecidos, de adereços tecnológicos que sequer conhecem.

dia das mãesPara que o rosto se complete é necessário enxergar além das aparências e divisar nele a soma das esperanças no futuro do filho e das dores decorrentes do seu presente; a lágrima que poderia ser de emoção pela chegada do bebê esperado, mas que acaba sendo de preocupação pela entrada de mais uma boca na família que já tem tantas.

Para que o rosto se complete é necessário olhar através dos olhos das mães que esperam nas filas pela vacina, nas escolas mais próximas por uma vaga, na porta dos presídios para visitar os filhos desencaminhados, na calada da noite pelos jovens que talvez não retornem porque foram conquistados pelas promessas de uma vida que elas não lhes podem dar…

Para que o rosto se complete é necessário olhar para a Mãe de semblante surpreso pela notícia da chegada do Messias, de olhar preocupado com a ausência constante do Mestre, de coração traspassado pelo que haviam feito ao Fruto do seu ventre. Porque Ela é capaz de tornar feliz o Dia de todas as mães que com ela se identifiquem nessa tarefa que é de hoje e é de sempre, da qual o Criador não prescinde para poder realizar Seu sonho de amor pela humanidade.

Maria Elisa Zanelatto
8 de maio de 2016.

O novo mandamento

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 13, 31-35

31Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

O novo mandamento

O breve texto do evangelho deste domingo é de capital importância, pois é o fundamento da nova comunidade dos seguidores de Jesus. O mandamento do amor deixado por Jesus, antes de se despedir dos seus, substitui a lei mosaica.

Por que “novo mandamento”, se lá no Levítico (19,18) já temos o mandamento do amor? A característica específica que diferencia o mandamento de Jesus do descrito na torá é a medida: “como vos amei”. Aí está toda a diferença entre um e outro. Ou seja, Jesus amou até doar a própria vida, até a morte. Para quem segue a Jesus, não se trata de “morrer literalmente” – embora às vezes há quem chegue a esse ponto, mas de morrer diariamente ao egoísmo, à intolerância e à arrogância; numa palavra, morrer a tudo que nos afasta dos outros e nos isola em nosso bel-prazer.

Esse amor é fundamental para os seguidores de Jesus, pois os identifica como seus discípulos. É a identidade do cristão. Outra novidade da proposta de Jesus é o “amor mútuo”: Jesus não pede que o amemos ou amemos a Deus (Dt 6,5), e sim que “nos amemos uns aos outros”. Encontra-se com Deus quem se abre à necessidade dos irmãos. Essa é a forma mais visível de demonstrar que o amamos. É preciso desconfiar do amor que dizemos ter a Deus se somos incapazes de amar os irmãos. A vocação cristã se caracteriza pelo amor recíproco. Um amor que constrói comunidade e não exclui as pessoas.

O amor é feito não apenas de belas palavras, mas sobretudo de gestos concretos, como foi demonstrado no “lava-pés”. O amor autêntico leva à vivência da partilha, do perdão e da solidariedade; em suma, leva ao encontro do outro. O verdadeiro amor é concreto, está nas obras e comunica. Como diz o papa Francisco: “Não há amor sem comunicar-se, não há amor isolado. O amor cristão tem sempre a característica de ser ‘concreto’: está mais nas obras que nas palavras, mais em dar do que em receber”. Portanto, não é um amor novelesco.

Pe. Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (24/04/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus

Deus não está morto

Deus não está morto

imagesNesta terça-feira, 19/04, a escola vivencial de Araçatuba começou seus trabalhos na capela, oferecendo-os, em Alavanca aos cursilhos que acontecem no Brasil e no mundo, no próximo fim de semana. Também, lembrou-se dos aniversariantes.

Logo em seguida, após Oração do Pai Nosso e Ave Maria, todos, ao som de De Colores, foram convidados para uma sessão de cinema na sala de mensagem, com direito a refrigerante e pipoca.

O filme foi “Deus não está morto“, que trata da história do jovem Josh Wheaton (Shane Harper) quando entra na universidade e conhece um arrogante professor de filosofia (Kevin Sorbo) que não acredita em Deus.

O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus.

Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista – até se afastar das pessoas mais importantes para eles.

Clique sobre a imagem abaixo, assista o filme … e não esqueça do seu celular.