Mensagem – Luciano José Oliver

Mensagem – Luciano José Oliver

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Jeová Oliver

Com muito amor a Deus, nós filhos, com um simples vídeo, tentamos mostrar o trabalho de nosso pai Jeová (foto ao lado) com a ajuda de grandes amigos, muita luta e determinação, os quais estiveram na construção da casa São Paulo em Araçatuba, preparada especialmente ao Cursilho.

Temos na lembrança quando conseguiram o terreno, e após alguns meses, estava construindo o alicerce, baldrames. Foi muito emoção para meu pai. 

Para quem não conheceu Jeová Oliver, na sala dos responsáveis na casa de São Paulo, existe uma foto do mesmo, entre outras pessoas, que fazem parte de história do MCC a partir da diocese de Lins e continuada na diocese de Araçatuba.

De Colores

Luciano José Oliver

Luciano José Oliver é filho de Jeová Oliver (foto acima) e participou dos primórdios da fundação do MCC de Araçatuba (Casa de São Paulo),  conta em vídeo, um pouco da história do cursilho em nossa diocese.

Convite 27/10/2016 – Palestra sobre Outubro Rosa

ACIA Araçatuba juntamente com seus parceiros estão realizando através da campanha “Outubro Rosa e Novembro Azul, o que vale é não passar em branco”, uma série de eventos direcionados a conscientização da prevenção do câncer de mama e próstata.

Wilson Marinho da Cruz – Presidente da ACIA

Tema da palestra : ORIENTAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA O CÂNCER

Mastologista – Dr. Paulo Gil (Unimed Araçatuba)

Advogada – Dra. Edna Pereira de Almeida (OAB – Araçatuba)

Local: OAB – ARAÇATUBA

Endereço: R. Wenceslau Braz, 5

Dia: 27/10/2016

Horário : 20 horas

Entrada: FRANCA

Clique sobre a imagem para ver a AGENDA completa

 

Convite 20/10/2016 – Palestra sobre Outubro Rosa

Conforme contato encaminho as informações sobre a palestra de prevenção ao câncer de mama que será realizada nesta quinta-feira as 9:00 h no auditório do SESCON Araçatuba.

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A entrada é franca, só é necessário a confirmação da presença através do telefone (18)3117-1777 ou e-mail: aciara@aciara.com.br

Segue  em anexo toda a programação da Campanha “Outubro Rosa e Novembro Azul” realizada pela ACIA Araçatuba (Conselho da Mulher), juntamente com os demais parceiros.

Wilson Marinho

O Papa em Assis: “só a paz é santa e não a guerra!”. Texto integral

O Papa em Assis: “só a paz é santa e não a guerra!”.

O Papa Francisco pronunciou na Praça São Francisco o discurso conclusivo do Encontro de Oração pela paz, em Assis:

“Não nos cansemos de repetir que nunca o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa e não a guerra!”

Santidades,

Ilustres Representantes das Igrejas, Comunidades cristãs e Religiões,

Amados irmãos e irmãs!

ap3665882_lanciograndeCom grande respeito e afeto vos saúdo e agradeço a vossa presença. Viemos a Assis como peregrinos à procura de paz. Trazemos connosco e colocamos diante de Deus os anseios e as angústias de muitos povos e pessoas. Temos sede de paz, temos o desejo de testemunhar a paz, temos sobretudo necessidade de rezar pela paz, porque a paz é dom de Deus e cabe a nós invocá-la, acolhê-la e construí-la cada dia com a sua ajuda.

«Felizes os pacificadores» (Mt 5, 9). Muitos de vós percorreram um longo caminho para chegar a este lugar abençoado. Sair, pôr-se a caminho, encontrar-se em conjunto, trabalhar pela paz: não são movimentos apenas físicos, mas sobretudo da alma; são respostas espirituais concretas para superar os fechamentos, abrindo-se a Deus e aos irmãos. É Deus que no-lo pede, exortando-nos a enfrentar a grande doença do nosso tempo: a indiferença. É um vírus que paralisa, torna inertes e insensíveis, um morbo que afeta o próprio centro da religiosidade produzindo um novo e tristíssimo paganismo: o paganismo da indiferença.

Não podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz. Em muitos países, sofre-se por guerras, tantas vezes esquecidas, mas sempre causa de sofrimento e pobreza. Em Lesbos, com o querido Irmão e Patriarca Ecuménico Bartolomeu, vimos nos olhos dos refugiados o sofrimento da guerra, a angústia de povos sedentos de paz. Penso em famílias, cuja vida foi transtornada; nas crianças, que na vida só conheceram violência; nos idosos, forçados a deixar as suas terras: todos eles têm uma grande sede de paz. Não queremos que estas tragédias caiam no esquecimento. Desejamos dar voz em conjunto a quantos sofrem, a quantos se encontram sem voz e sem escuta. Eles sabem bem – muitas vezes melhor do que os poderosos – que não há qualquer amanhã na guerra e que a violência das armas destrói a alegria da vida.

Nós não temos armas; mas acreditamos na força mansa e humilde da oração. Neste dia, a sede de paz fez-se imploração a Deus, para que cessem guerras, terrorismo e violências. A paz que invocamos, a partir de Assis, não é um simples protesto contra a guerra, nem é sequer «o resultado de negociações, de compromissos políticos ou de acordos económicos, mas o resultado da oração» [João Paulo II, Discurso, Basílica de Santa Maria dos Anjos, 27 de outubro de 1986, 1: Insegnamenti IX/2 (1986), 1252]. Procuramos em Deus, fonte da comunhão, a água cristalina da paz, de que está sedenta a humanidade: essa água não pode brotar dos desertos do orgulho e dos interesses de parte, das terras áridas do lucro a todo o custo e do comércio das armas.

Diversas são as nossas tradições religiosas. Mas, para nós, a diferença não é motivo de conflito, de polémica ou de frio distanciamento. Hoje não rezamos uns contra os outros, como às vezes infelizmente sucedeu na História. Ao contrário, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros. São João Paulo II disse neste mesmo lugar: «Talvez nunca antes na história da humanidade, como agora, o laço intrínseco que existe entre uma atitude autenticamente religiosa e o grande bem da paz se tenha tornado evidente a todos» (Discurso, Praça inferior da Basílica de São Francisco, 27 de outubro de 1986, 6: o. c., 1268). Continuando o caminho iniciado há trinta anos em Assis, onde permanece viva a memória daquele homem de Deus e de paz que foi São Francisco, «uma vez mais nós, aqui reunidos, afirmamos que quem recorre à religião para fomentar a violência contradiz a sua inspiração mais autêntica e profunda» [João Paulo II, Discurso aos Representantes das Religiões, Assis, 24 de janeiro de 2002, 4: Insegnamenti XXV/1 (2002), 104], que qualquer forma de violência não representa «a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição» [Bento XVI, Intervenção na jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo, Assis, 27 de outubro de 2011: Insegnamenti VII/2 (2011), 512]. Não nos cansamos de repetir que o nome de Deus nunca pode justificar a violência. Só a paz é santa; não a guerra!

Hoje imploramos o santo dom da paz. Rezamos para que as consciências se mobilizem para defender a sacralidade da vida humana, promover a paz entre os povos e salvaguardar a criação, nossa casa comum. A oração e a colaboração concreta ajudam a não ficar bloqueados nas lógicas do conflito e a rejeitar as atitudes rebeldes de quem sabe apenas protestar e irar-se. A oração e a vontade de colaborar comprometem a uma paz verdadeira, não ilusória: não a tranquilidade de quem esquiva as dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses não forem afetados; não o cinismo de quem se lava as mãos dos problemas alheios; não a abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos às necessidades dos irmãos nem sujar as mãos em prol de quem passa necessidade. A nossa estrada é mergulhar nas situações e dar o primeiro lugar aos que sofrem; assumir os conflitos e saná-los a partir de dentro; percorrer com coerência caminhos de bem, recusando os atalhos do mal; empreender pacientemente, com a ajuda de Deus e a boa vontade, processos de paz.

Paz, um fio de esperança que liga a terra ao céu, uma palavra tão simples e ao mesmo tempo tão difícil. Paz quer dizer Perdão que, fruto da conversão e da oração, nasce de dentro e, em nome de Deus, torna possível curar as feridas do passado. Paz significa Acolhimento, disponibilidade para o diálogo, superação dos fechamentos, que não são estratégias de segurança, mas pontes sobre o vazio. Paz quer dizer Colaboração, intercâmbio vivo e concreto com o outro, que constitui um dom e não um problema, um irmão com quem tentar construir um mundo melhor. Paz significa Educação: uma chamada a aprender todos os dias a arte difícil da comunhão, a adquirir a cultura do encontro, purificando a consciência de qualquer tentação de violência e rigidez, contrárias ao nome de Deus e à dignidade do ser humano.

Nós aqui, juntos e em paz, cremos e esperamos num mundo fraterno. Desejamos que homens e mulheres de religiões diferentes se reúnam e criem concórdia em todo o lado, especialmente onde há conflitos. O nosso futuro é viver juntos. Por isso, somos chamados a libertar-nos dos fardos pesados da desconfiança, dos fundamentalismos e do ódio. Que os crentes sejam artesãos de paz na invocação a Deus e na ação em prol do ser humano! E nós, como Chefes religiosos, temos a obrigação de ser pontes sólidas de diálogo, mediadores criativos de paz. Dirigimo-nos também àqueles que detêm a responsabilidade mais alta no serviço dos povos, aos líderes das nações, pedindo-lhes que não se cansem de procurar e promover caminhos de paz, olhando para além dos interesses de parte e do momento: não caiam no vazio o apelo de Deus às consciências, o grito de paz dos pobres e os anseios bons das gerações jovens. Aqui, há trinta anos, São João Paulo II disse: «A paz é um canteiro de obras aberto a todos e não só aos especialistas, aos sábios e aos estrategistas. A paz é uma responsabilidade universal» (Discurso, Praça inferior da Basílica de São Francisco, 27 de outubro de 1986, 7: o. c., 1269). Assumamos esta responsabilidade, reafirmemos hoje o nosso sim a ser, juntos, construtores da paz que Deus quer e de que a humanidade está sedenta.

(Assis – Praça de São Francisco, 20 de setembro de 2016)

Fonte: http://www.news.va/pt/news/o-papa-em-assis-crentes-sejam-artifices-de-paz-tex

Apelo pela Paz: a oração protege e ilumina o mundo

Apelo pela Paz: a oração protege e ilumina o mundo

Cidade do Vaticano (RV) – Na cerimônia de conclusão do encontro em Assis e depois do discurso do Papa na Praça de São Francisco, no final da tarde desta terça-feira (20), foi respeitado um minuto de silêncio em memória das vítimas das guerras e do terrorismo em todo o mundo. Em seguida, um representante do budismo japonês leu o Apelo pela Paz para toda a assembleia que acompanhava o encerramento.

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Clique sobre a imagem para ouvir o texto

Um grupo de crianças, então, recebeu uma cópia do documento que será doada para os representantes de países de todo o planeta no sentido de frutificar a mensagem de Assis no mundo. Para representar o momento, Papa Francisco fez a entrega do Apelo pela Paz envolvido num ramo de oliveira – símbolo da paz – a uma criança.

Na sequência da cerimônia, o Santo Padre foi quem começou a acender o candelabro para iluminar para a esperança e também foi o primeiro a assinar o documento. E, assim, sucessivamente, os representantes religiosos também acenderam as suas velas para compor o candelabro, e assinaram o apelo conjunto, acreditando nesse ato concreto de misericórdia, compartilhado em um grande abraço humanitário pela paz.

No texto do Apelo pela Paz, as primeiras referências remontam o ano de 1986 quando, a convite do Papa João Paulo II, o encontro inter-religioso abraçou homens e mulheres de diferentes religiões e provenientes do mundo todo para “afirmar o vínculo indivisível entre o grande bem da paz e uma autêntica atitude religiosa”.

Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores

“Daquele evento histórico, teve início uma longa peregrinação que, tocando muitas cidades do mundo, envolveu inúmeros crentes no diálogo e na oração pela paz; uniu sem confundir, gerando amizades inter-religiosas sólidas e contribuindo para extinguir não poucos conflitos. Este é o espírito que nos anima: realizar o encontro no diálogo, opor-se a todas as formas de violência e abuso da religião para justificar a guerra e o terrorismo. E todavia, nos anos intercorridos, ainda muitos povos foram dolorosamente feridos pela guerra. Nem sempre se compreendeu que a guerra piora o mundo, deixando um legado de sofrimentos e ódios. Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores.”

A oração protege o mundo

O apelo, então, para que a oração pela paz seja uníssona e instrumento de conciliação e amor diante dos conflitos atuais que assolam o mundo:

“Dirigimos a nossa oração a Deus, para que dê a paz ao mundo. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e ilumina-o. A paz é o nome de Deus. Quem invoca o nome de Deus para justificar o terrorismo, a violência e a guerra, não caminha pela estrada d’Ele: a guerra em nome da religião torna-se uma guerra contra a própria religião. Por isso, com firme convicção, reiteramos que a violência e o terrorismo se opõem ao verdadeiro espírito religioso.”

Um tempo novo, uma família de povos

O respeito à pluralidade para a construção de uma sociedade de paz também se faz presente no Apelo pela Paz, com pensamento especial a quem sofre por causa da guerra: os pobres, as crianças, os jovens, as mulheres. E é com eles que se clama: “Não à guerra!”, não cair no vazio o grito de dor de tantos inocentes. O Apelo implora “aos Responsáveis das nações que sejam desativados os moventes das guerras: a ambição de poder e dinheiro, a ganância de quem trafica armas, os interesses de parte, as vinganças pelo pasado” e que “cresça o esforço concreto para remover as causas subjacentes aos conflitos: as situações de pobreza, injustiça e desigualdade, a exploração e o desprezo da vida humana”.

“Abra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma família de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta às necessidades autênticas das pessoas e dos povos, que impeça os conflitos através da colaboração, que vença os ódios e supere as barreiras por meio do encontro e do diálogo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o diálogo. Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz; a partir de Assis, renovamos com convicção o nosso compromisso de o sermos, com a ajuda de Deus, juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade.” (AC)

Confira o texto na íntegra:

Apelo pela Paz (Assis, 20 de setembro de 2016)

Homens e mulheres de diferentes religiões, congregamo-nos, como peregrinos, na cidade de São Francisco. Aqui em 1986, há trinta anos, a convite do Papa João Paulo II, reuniram-se Representantes religiosos de todo o mundo, pela primeira vez de modo tão participado e solene, para afirmar o vínculo indivisível entre o grande bem da paz e uma autêntica atitude religiosa. Daquele evento histórico, teve início uma longa peregrinação que, tocando muitas cidades do mundo, envolveu inúmeros crentes no diálogo e na oração pela paz; uniu sem confundir, gerando amizades inter-religiosas sólidas e contribuindo para extinguir não poucos conflitos. Este é o espírito que nos anima: realizar o encontro no diálogo, opor-se a todas as formas de violência e abuso da religião para justificar a guerra e o terrorismo. E todavia, nos anos intercorridos, ainda muitos povos foram dolorosamente feridos pela guerra. Nem sempre se compreendeu que a guerra piora o mundo, deixando um legado de sofrimentos e ódios. Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores.

Dirigimos a nossa oração a Deus, para que dê a paz ao mundo. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e ilumina-o. A paz é o nome de Deus. Quem invoca o nome de Deus para justificar o terrorismo, a violência e a guerra, não caminha pela estrada d’Ele: a guerra em nome da religião torna-se uma guerra contra a própria religião. Por isso, com firme convicção, reiteramos que a violência e o terrorismo se opõem ao verdadeiro espírito religioso.

Colocamo-nos à escuta da voz dos pobres, das crianças, das gerações jovens, das mulheres e de tantos irmãos e irmãs que sofrem por causa da guerra; com eles, bradamos: Não à guerra! Não caia no vazio o grito de dor de tantos inocentes. Imploramos aos Responsáveis das nações que sejam desativados os moventes das guerras: a ambição de poder e dinheiro, a ganância de quem trafica armas, os interesses de parte, as vinganças pelo passado. Cresça o esforço concreto por remover as causas subjacentes aos conflitos: as situações de pobreza, injustiça e desigualdade, a exploração e o desprezo da vida humana.

Abra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma família de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta às necessidades autênticas das pessoas e dos povos, que impeça os conflitos através da colaboração, que vença os ódios e supere as barreiras por meio do encontro e do diálogo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o diálogo. Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz; a partir de Assis, renovamos com convicção o nosso compromisso de o sermos, com a ajuda de Deus, juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade.

Fonte: http://www.news.va/pt/news/apelo-pela-paz-pela-oracao-que-protege-e-ilumina-o

Deus faz festa quando voltamos para Ele, arrependidos

Deus faz festa quando voltamos para Ele, arrependidos

A leitura evangélica deste domingo, XXIV do tempo comum, é um trecho tirado do capítulo 15 do Evangelho de São Lucas, considerado o capítulo da misericórdia, pois que reúne três parábolas com as quais Jesus responde às murmurações dos escribas e fariseus que o criticavam por acolher e comer com os pecadores.

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Clique sobre a imagem para ouvir o texto

E foi precisamente desta leitura que o Papa partiu para a sua breve reflexão antes da oração mariana do Ângelus, ao meio dia da Janela do Palácio Apostólico, sobre a Praça de São Pedro, que como sempre, estava repleta de fiéis e turistas…

Com essas três parábolas – disse Francisco – “Jesus nos quer fazer compreender que Deus Pai é o primeiro a ter, em relação aos pecadores, uma atitude acolhedora e misericordiosa” .

Essas parábolas são: o pastor que abandona as noventa e nove ovelhas para procurar uma que se tinha perdido; a mulher que perdeu uma moeda e a procura até a encontrar; o pai que regozija e faz festa pelo regresso a casa do filho que se tinha afastado da família.

A mulher, o pastor, o pai, os três fazem festa com amigos e vizinhos quando se resolve a situação que os preocupava.

Com efeito, o elemento comum a estas três parábolas – fez notar o Papa – é o alegrar-se juntos, fazer festa. Nas primeiras duas, a tónica é posta na alegria tão grande que quem a vive sente a necessidade de a partilhar com “os amigos e vizinhos”. Na terceira, é posta na festa que parte do coração do pai misericordioso e se expande por toda a casa. Algo que está em plena sintonia com o Ano jubilar que estamos a viver – acrescentou Francisco:

Esta festa de Deus para com os que regressam a Ele, arrependidos, está mais do que nunca em sintonia com o Ano jubilar que estamos a viver, como diz o próprio termo “jubileu, isto é júbilo!”

Jesus apresenta-se assim como “um Deus de braços abertos, que trata os pecadores com ternura e compaixão”. A terceira parábola é, no dizer do Papa – a que mais manifesta o amor infinito de Deus, pois que, se por um lado apresenta a triste história dum jovem que cai na degradação, por outro mostra a sua força de se levantar e voltar para o pai. E é isto que mais comove: “Levantar-me-ei e irei ter com o meu Pai”. O Papa vê neste regresso a casa a “via da esperança e da vida nova”. E aqui Francisco volta a sublinhar com força como tem vindo a fazer, que “Deus espera sempre o nosso pôr-se a caminho, ele nos espera com paciência, nos vê quando ainda estamos longe, corre ao nosso encontro, nos abraça, nos beija, nos perdoa. Deus é assim! Assim é o nosso Pai! E o seu perdão cancela o passado e nos regenera no amor. Esquece o passado: e esta é a fraqueza de Deus. Quando nos abraça e nos perdoa, perde a memória. Não tem memória! Esquece o passado.”

Bergoglio frisou ainda que quando “nós pecadores nos convertemos e nos deixamos encontrar por Deus, não nos espera repreensões e durezas, porque Deus salva, volta a acolhermos em casa com alegria e faz festa”.

E fazendo notar que é o próprio Jesus que diz no Evangelho deste domingo que “haverá mais alegria no Céus por um único pecador que se converte,  do que por noventa e nove justos, os quais não precisam de conversão”, o Papa lançou uma pergunta:

 “Haveis jamais pensado que de cada vez que nos aproximamos do confessionário, há alegria e festa no Céu?” Já pensastes nisso? É belo!”

Isto dá – sublinhou o Papa –  grande esperança, porque mostra que não há pecado da qual, com a graça de Deus, não podemos ressurgir; não há ninguém irrecuperável, porque Deus não cessa nunca de querer o nosso bem.

E o Papa rezou à Virgem Maria, refugio dos pecadores, para que faça brotar nos nossos corações aquela confiança que se acendeu no coração do filho pródigo que disse: “ Hei-de levantar-me e ir ter com o meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei”. Empreendendo este caminho podemos dar alegria a Deus e a sua alegria pode tornar-se a sua e a nossa festa” – rematou Francisco.

Oração especial paro Gabão em crise politica

Depois do Oração mariana do Angelus, o Papa recordou a situação que se está a viver no Gabão pedindo uma oração especial para este país africano…

Caros irmãos e irmãs, gostaria de convidar a uma oração especial para o Gabão, que está a atravessar um momento de grave crise política. Confio ao Senhor as vítimas do recontros e os seus familiares. Associo-me aos Bispos daquele querido País africano, convidando as partes a recusar todas as formas de violência e a ter sempre como objectivo o bem comum. Encorajo todos, de modo particular os católicos, a ser construtores de paz no respeito da legalidade, no diálogo e na fraternidade”.

Novo Beato

O Papa recordou ainda que neste domingo 11 de Setembro, em Karaganda, no Kazakhstan, é proclamado Beato Ladislao Bukowinski, sacerdote e pároco, perseguido pela sua fé… Como sofreu esse homem! como!… Na vida demonstrou sempre grande amor pelos mais fracos e necessitados e o seu testemunho aparece como um condensado de obras de misericórdia espirituais e corporais.”

E o Papa concluiu a sua alocução saudando todos, romanos, grupos de várias partes da Itália e peregrinos vindos doutros países. A todos desejou bom domingo, despedindo com o habitual pedido de oração para ele.

fonte: http://www.news.va/pt/news/angelus-deus-faz-festa-quando-voltamos-para-ele-ar

Mãe Divina

Mãe Divina

Mãe divina, onde estás?
Esta noite me sinto quebrado em dois.
Eu vi estrelas caírem do céu.
Mãe divina, não consigo não chorar.

Oh, eu preciso de sua ajuda desta vez,
Ajuda-me a passar por esta noite solitária.
Dize-me por favor para que lado ir
Para me encontrar de novo.

Mãe divina, escuta minha oração,
De algum modo eu sei que tu ainda estás aí.
Manda-me, por favor, um pouco de paz de espírito;
Leva embora esta dor.

Eu não consigo, eu não consigo, eu não consigo mais esperar
Eu não consigo, eu não consigo, eu não consigo esperar por ti

Mãe divina, escuta meu pedido,
Eu amaldiçoei teu nome umas mil vezes.
Eu senti a raiva em minha alma;
Tudo que preciso é uma mão para segurar.

Oh, eu sinto que o fim chegou,
Não mais minhas pernas vão correr.
Tu sabes que eu preferiria estar
Em teus braços esta noite.

Quando minhas mãos não mais tocarem,
Minha voz parar, eu sumir,
Mãe divina, então estarei
Deitado, salvo em teus braços.

Mensagem – Elvira Cavalli Oliver

Mensagem – Elvira Cavalli Oliver

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Jeová Oliver

Elvira Cavalli Oliver, esposa de Jeová Oliver (foto ao lado), que participou dos primórdios da fundação do MCC de Araçatuba (Casa de São Paulo), envia mensagem aos cursilhistas de nossa diocese.

Para quem não conheceu Jeová Oliver, na sala dos responsáveis na casa de São Paulo, existe uma foto do mesmo, entre outras pessoas, que fazem parte de história do MCC a partir da diocese de Lins e continuada na diocese de Araçatuba.

Vivendo o passado no presente

Vivendo o passado no presente

Oi Pessoal?
Como foi o cursilho?
Olha a relíquia que estou vendo agora …. com meu tio ainda vivo, viu… Rsrs
Ele fez o sexto Cursilho em out/1970 da Diocese de Lins,
Aqui no antigo Colégio São José de Valparaíso.
Tirei uma foto do cardeninho dele, que maravilhaaaaa
Estou emocionada.
Abraços!

Patricia Higuchi (Valparaíso)

Feliz Dia das Mães!‏

Amigos e amigas,

Domingo é Dia das Mães. A oportunidade de celebrá-lo deveria nascer no coração de cada filho ou filha, como fruto natural do amor. Mas a urgência de divulgá-lo como elemento integrante da modernidade líquida, atropela o amadurecimento necessário que precede a convicção do seu valor. No espaço em que, como diz o filósofo, saem do palco os referenciais morais da modernidade sólida, para dar lugar à lógica do agora, do consumo, da artificialidade, o Dia das Mães pode ter um rosto incompleto.

Incompleto é o rosto maquiado, a roupa elegante e cara, o sorriso descolado, o mais moderno smartphone na mão, a aparência jovem demais para a idade dos filhos, a agenda lotada de compromissos de trabalho que garantem independência financeira e de atividades sociais que levam à dependência do whatsapp para a comunicação com a prole.

Para que o rosto se complete é necessário um profundo mergulho na realidade: aquela das mães de todos os dias e de todos os lugares, que carecem de tempo para si mesmas, de adornos sem dúvida merecidos, de adereços tecnológicos que sequer conhecem.

dia das mãesPara que o rosto se complete é necessário enxergar além das aparências e divisar nele a soma das esperanças no futuro do filho e das dores decorrentes do seu presente; a lágrima que poderia ser de emoção pela chegada do bebê esperado, mas que acaba sendo de preocupação pela entrada de mais uma boca na família que já tem tantas.

Para que o rosto se complete é necessário olhar através dos olhos das mães que esperam nas filas pela vacina, nas escolas mais próximas por uma vaga, na porta dos presídios para visitar os filhos desencaminhados, na calada da noite pelos jovens que talvez não retornem porque foram conquistados pelas promessas de uma vida que elas não lhes podem dar…

Para que o rosto se complete é necessário olhar para a Mãe de semblante surpreso pela notícia da chegada do Messias, de olhar preocupado com a ausência constante do Mestre, de coração traspassado pelo que haviam feito ao Fruto do seu ventre. Porque Ela é capaz de tornar feliz o Dia de todas as mães que com ela se identifiquem nessa tarefa que é de hoje e é de sempre, da qual o Criador não prescinde para poder realizar Seu sonho de amor pela humanidade.

Maria Elisa Zanelatto
8 de maio de 2016.

O novo mandamento

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 13, 31-35

31Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

O novo mandamento

O breve texto do evangelho deste domingo é de capital importância, pois é o fundamento da nova comunidade dos seguidores de Jesus. O mandamento do amor deixado por Jesus, antes de se despedir dos seus, substitui a lei mosaica.

Por que “novo mandamento”, se lá no Levítico (19,18) já temos o mandamento do amor? A característica específica que diferencia o mandamento de Jesus do descrito na torá é a medida: “como vos amei”. Aí está toda a diferença entre um e outro. Ou seja, Jesus amou até doar a própria vida, até a morte. Para quem segue a Jesus, não se trata de “morrer literalmente” – embora às vezes há quem chegue a esse ponto, mas de morrer diariamente ao egoísmo, à intolerância e à arrogância; numa palavra, morrer a tudo que nos afasta dos outros e nos isola em nosso bel-prazer.

Esse amor é fundamental para os seguidores de Jesus, pois os identifica como seus discípulos. É a identidade do cristão. Outra novidade da proposta de Jesus é o “amor mútuo”: Jesus não pede que o amemos ou amemos a Deus (Dt 6,5), e sim que “nos amemos uns aos outros”. Encontra-se com Deus quem se abre à necessidade dos irmãos. Essa é a forma mais visível de demonstrar que o amamos. É preciso desconfiar do amor que dizemos ter a Deus se somos incapazes de amar os irmãos. A vocação cristã se caracteriza pelo amor recíproco. Um amor que constrói comunidade e não exclui as pessoas.

O amor é feito não apenas de belas palavras, mas sobretudo de gestos concretos, como foi demonstrado no “lava-pés”. O amor autêntico leva à vivência da partilha, do perdão e da solidariedade; em suma, leva ao encontro do outro. O verdadeiro amor é concreto, está nas obras e comunica. Como diz o papa Francisco: “Não há amor sem comunicar-se, não há amor isolado. O amor cristão tem sempre a característica de ser ‘concreto’: está mais nas obras que nas palavras, mais em dar do que em receber”. Portanto, não é um amor novelesco.

Pe. Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (24/04/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus

Deus não está morto

Deus não está morto

imagesNesta terça-feira, 19/04, a escola vivencial de Araçatuba começou seus trabalhos na capela, oferecendo-os, em Alavanca aos cursilhos que acontecem no Brasil e no mundo, no próximo fim de semana. Também, lembrou-se dos aniversariantes.

Logo em seguida, após Oração do Pai Nosso e Ave Maria, todos, ao som de De Colores, foram convidados para uma sessão de cinema na sala de mensagem, com direito a refrigerante e pipoca.

O filme foi “Deus não está morto“, que trata da história do jovem Josh Wheaton (Shane Harper) quando entra na universidade e conhece um arrogante professor de filosofia (Kevin Sorbo) que não acredita em Deus.

O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus.

Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista – até se afastar das pessoas mais importantes para eles.

Clique sobre a imagem abaixo, assista o filme … e não esqueça do seu celular.

Papa emérito Bento XVI rompe o silêncio e fala de ‘profunda crise’ atingindo a Igreja após o Vaticano II.

No dia 16 de março, ao falar publicamente em uma rara aparição, o Papa Bento XVI deu uma entrevista ao Avvenire, o jornal da Conferência Episcopal Italiana, abordando uma “dupla e profunda crise” que a Igreja está enfrentando na esteira do Concílio Vaticano II. A notícia já chegou até a Alemanha como cortesia do vaticanista Giuseppe Nardi, do site de notícias católicas da Alemanha vinculado a Katholisches.info.

O Papa retoma o uso do saturnoO Papa Bento nos recorda a antiga e indispensável convicção católica da possibilidade da perda da salvação eterna, ou que as pessoas vão para o inferno:

Os missionários do século 16 estavam convencidos de que uma pessoa não batizada está condenada para sempre. Após o Concílio [Vaticano II], essa convicção foi definitivamente abandonada. O resultado foi uma dupla e profunda crise. Sem essa atenção para com a salvação, a Fé perde o seu fundamento.

Além disso, ele fala de uma “profunda evolução do dogma” em relação ao dogma “fora da Igreja não existe salvação”. Esta mudança proposital do dogma levou, aos olhos do papa, a uma perda do zelo missionário na Igreja – “Qualquer motivação para um futuro compromisso missionário foi removido”.

Papa Bento XVI faz uma pergunta penetrante suscitada por essa mudança palpável de atitude da Igreja: “Por que você deveria tentar convencer as pessoas a aceitar a fé cristã, se elas podem ser salvas sem ela ?

No tocante a outras consequências dessa nova atitude na Igreja, os próprios católicos, aos olhos de Bento XVI, estão menos comprometidos com sua fé: se há quem possa se salvar por outros meios, “por que então deveria o cristão estar obrigado à necessidade da fé cristã e de sua moral ?”, perguntou o papa. E ele conclui: “Mas se a fé e a salvação não são mais interdependentes, a própria fé se torna menos motivante”.

Papa Bento também refuta tanto a idéia do “cristão anônimo” desenvolvida por Karl Rahner, como aquela idéia indiferentista segundo a qual todas as religiões são igualmente valiosas e úteis para alcançar a vida eterna.

Ainda menos aceitável é a solução proposta pelas teorias pluralistas de religião, segundo a qual, todas as religiões, cada uma à sua maneira, seriam meios de salvação e, nesse sentido, deveriam ser consideradas equivalente em seus efeitos”, disse. Neste contexto, ele também aborda as idéias exploratórias do já falecido cardeal jesuíta Henri de Lubac, acerca das consideradas “substituições vicariais de Cristo” que têm que ser agora novamente “refletidas com mais profundidade”.

No que toca à relação do homem com a tecnologia e o amor, o Papa Bento nos lembra da importância do afeto humano, dizendo que o homem ainda anseia em seu coração “que o Bom Samaritano venha em seu auxílio”.

E continua: “Na dureza do mundo da tecnologia – no qual sentimentos não contam mais – a esperança de um amor salvífico cresce, um amor que gostaria de ser dado livremente e generosamente”.

Também Bento lembra à sua audiência  que: “a Igreja não é feita sozinha, ela foi criada por Deus e é continuamente formada por Ele. Esta encontra expressão nos sacramentos, sobretudo no do Batismo: eu entro na Igreja não por um ato burocrático, mas pelo auxílio deste Sacramento ‘Bento também insiste que sempre’, necessitamos da graça e do perdão”.

Por LifeSiteNews.com, 16 de março de 2016 | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com:

fonte: http://fratresinunum.com/2016/03/18/papa-emerito-bento-xvi-rompe-o-silencio-e-fala-de-profunda-crise-atingindo-a-igreja-apos-o-vaticano-ii/

As tentações nossas de cada dia

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 4, 1-13

Naquele tempo: 1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. 2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e depois disso, sentiu fome. 3O diabo disse, então, a Jesus: ‘Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão.’4Jesus respondeu: ‘A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’.’ 5O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo 6e lhe disse: ‘Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isso foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. 7Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu.’ 8Jesus respondeu: ‘A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’.’ 9Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: ‘Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10Porque a Escritura diz: Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ 11E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’.’ 12Jesus, porém, respondeu: ‘A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’.’ 13Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.

As tentações nossas de cada dia

No primeiro domingo da Quaresma – nos três anos do ciclo litúrgico –, o evangelho narra as tentações de Jesus. Sim, Jesus também foi tentado em sua vida, como qualquer ser humano. Porém, repleto do Espírito e fortalecido pela Palavra, soube enfrentá-las e não caiu na ar­madilha do diabo – aquele que procu­ra dividir as pessoas e atrapalhar o projeto de Deus.

Os quarenta dias no deserto lembram os quarenta anos do povo hebreu caminhando – igualmente no deserto – em busca da terra prometida. Nessa travessia, o povo de Deus também enfrentou desânimos e tentações de voltar atrás, mas, animado por Moisés e outras lideranças, conseguiu chegar ao objetivo: terra e liberdade. 

O evangelho apresenta três tentações sofridas por Jesus. As três englobam ou resumem todas as outras, pois, como diz o evangelho, Jesus não foi tentado somente no deserto: ao longo da vida do Senhor, o diabo sempre esteve à espreita, para tentar levá-lo a algum deslize – sem nunca ter conseguido.

Há tentações que não fazem grandes estragos, mas há aquelas perigosas, que podem nos desviar do projeto de Jesus e fazer-nos assumir o “projeto do diabo”. Quantas pessoas se deixam levar pelas facilidades na busca do poder político, religioso e econômico! Quando alguém enriquece de forma fácil, desconfiemos; quando se prometem milagres em troca de doações e esmolas, tenhamos cuidado: o “diabo” pode estar por trás dessas facilidades e ideologias.

Eis as grandes tentações da humanidade nos tempos modernos: a busca e concentração do poder, quando deveria ser democratizado e se transformar em serviço; a concentração da riqueza, quando deveria ser partilhada para que todos tenham condições de vida digna. A concentração da riqueza e do poder favorece o acúmulo e o consumismo desenfreados. Uma sociedade que cultiva o consumismo e a satisfação egoísta é deserto propício para a falta de solidariedade e a violência. Como consequência destas, há a busca de uma vida de aparências, a qual afronta e humilha os pobres.

Pe. Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (14/02/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus

O desafio do cristão

Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,30-34

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo, que não tinham tempo nem para comer.32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

O desafio do cristão

Avançar, aventurar-se em “águas mais profundas” é o provocante desafio de Cristo a Pedro, como também a todos os apóstolos e a todos os seguidores de Jesus de ontem e de hoje. Pois é justamente lá, nas águas mais profundas, que nadam os peixes graúdos e a pescaria está garantida. 

Acreditamos que tal desafio jamais caiu tão oportunamente para nós como neste tempo. Pois chegou a hora de levarmos a palavra de Deus também aos lugares mais desafiadores, como parlamentos, universidades e templos do rei dinheiro.

Em outros termos, chegou a hora de evangelizar a política para que favoreça o bem comum; evangelizar a cultura para que promova a dignidade; evangelizar a riqueza para que seja partilhada.

Sabemos que isso, de um lado, pode ser visto como sonho ingênuo. De outro lado, pode ser interpretado como gesto temerário: gesto de alguém querendo cutucar o leão com vara curta.

Mas é que, querendo ou não, temos de admitir que não basta mais evangelizar apenas o que já está evangelizado, semear só lá onde a semente já foi jogada, proclamar a palavra de Deus tão somente lá onde ela já é conhecida de cor (o papa Francisco insistentemente nos convoca a ser “Igreja em saída”).

Temos de nos aventurar nas águas mais profundas “nunca dantes navegadas”, onde têm origem os pilares da sociedade: política, cultura e riqueza; fazer que elas percam sua conotação de dominadoras e opressoras dos cidadãos e adquiram o sabor evangélico do serviço, da partilha fraterna e da promoção humana.

Que o desafio a nós lançado por Cristo é difícil ninguém pode negar. Bem que ele mesmo poderia abrir uma brecha naquelas portas sempre fechadas, se não fosse o fato de que não costuma arrombar portas: prefere que lhe abram do lado de dentro. Quer dizer que cabe a nós criar coragem e desafiar as águas profundas onde a riqueza mora. E fazer que ela adquira um semblante mais humano.

Pe. Virgílio, ssp

fonte: folheto O Domingo (07/02/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus

Carnaval e a Igreja Católica

Carnaval e a Igreja Católica

O Carnaval é uma festa que é marcada pelo “adeus a carne” que a partir dela se fazia um grande período de abstinência e jejum, como o seu próprio nome em latim “carnis levale” o indica. Para a sua preparação havia uma grande concentração de festejos populares. Cada lugar e região brincava a seu modo, geralmente de uma forma propositadamente extravagante, de acordo com seus costumes.

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A pintura de Hieronymus Bosch (1450 + 1516) retrata as antigas festas de carnaval. Título da obra : Hight of Carnival with Lent

Pensa-se que terá tido a sua origem na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C, através da qual os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C. antes da quaresma.

É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Santa cruz de Tenerife, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspiraram no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. 

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de cinzas, o primeiro dia da Quaresma.

A palavra “Carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão “carnis valles“, que, acabou por formar a palavra “Carnaval”, sendo que “carnis” em latim significa carne e “valles” significa prazeres.

Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira (Terça-Feira Gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.

Sobre a origem da palavra, não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que a palavra Carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne).

A interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.

Todas as datas eclesiásticas são calculadas em função da data da Páscoa, com exceção do Natal. Como o Domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a Sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a Terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

fonte: Wikipédia

Jesus: profeta rejeitado

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 4,21-30

Naquele tempo, estando Jesus na sinagoga, começou a dizer: 21“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” 23Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

Jesus: profeta rejeitado

No domingo passado iniciamos o caminho com o Evangelho de Lucas, quando Jesus apresentou seu programa de vida e missão. Neste ano, ao longo do tempo comum, caminharemos iluminados por Lucas. Hoje o evangelista nos apresenta o início da missão de Jesus. Com o “hoje se cumpre”, Jesus atualiza a Escritura e a transforma em projeto de vida.

Logo na abertura do seu ministério, Jesus já encontra resistência, por causa de sua origem humilde. A rejeição acontece justamente em sua terra natal. Então ele proclama o famoso ditado: “Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”.

O preconceito contra as pessoas por causa de sua origem, parentesco e situação social é muito forte ainda em nossos dias. Assim aconteceu com Jesus e acontece com tantas pessoas na sociedade atual. Costuma-se dar crédito a quem tem bastante estudo, ao que tem poder econômico, ao que é de família nobre.

Não é fácil aceitar a mensagem e o ensinamento de um simples camponês; é mais fácil “lançá-lo fora e jogá-lo no precipício”. Não é fácil acolher um profeta, pois ele nos questiona e nos convida à mudança de vida. Nem sempre estamos dispostos a renunciar a nossas convicções e a nossos projetos.

É fácil aceitar Jesus como milagreiro, poderoso, curandeiro; mas não é fácil aceitá-lo como profeta. O autêntico profeta denuncia as injustiças, a miséria do povo, a concentração da riqueza, o acúmulo do poder político e econômico e convida para a conversão e para a mudança. Ele toca nas causas do sofrimento e da miséria do povo. Jesus é profeta e age como profeta, sem medo de pôr em risco a própria vida. Não está preso a nenhuma facção de influentes e poderosos. Uma Igreja sem profetas está sujeita a ficar indiferente perante o sofrimento do povo e a se acomodar na mesmice.

Pe. Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (31/01/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus

Um prograna profético

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,1-4; 4,14-21

Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, 2como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da Palavra. 3Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo.4Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste. Naquele tempo, 4,14Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.

Um prograna profético

Iniciando a atividade pública, Jesus apresenta o programa de sua missão. Depois de proclamar o texto do profeta Isaías (61,1-2) em Cafarnaum, ele faz a “homilia”, assim breve: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir”. Com poucas palavras, Jesus assume o papel do Messias-Profeta anunciado por Isaías.

O programa de ação de Jesus consiste em anunciar a boa notícia aos pobres, proclamando libertação aos que estão presos, visão aos que estão cegos, liberdade aos que estão oprimidos. Ao assumir essa missão profética, Jesus declara o ano jubilar da graça de Deus, um ano para que as dívidas e pecados sejam perdoados e as injustiças reparadas.

Jesus é consagrado, vem da parte de Deus, e vem para libertar. Ele bem sabe que não pode haver liberdade verdadeira com a fome, a miséria, a doença, a prisão. Seu programa de vida vai se tornando realidade com suas ações, acendendo e alimentando a esperança nos pobres e sofredores.

O Messias-Profeta continua entre nós e conta conosco para que o “ano da graça” de Deus seja não apenas uma esperança distante, mas realidade concreta, nas conquistas de liberdade e vida em favor dos pobres.

Jesus deixou claro que o evangelho é boa notícia de libertação para os pobres e injustiçados. Não é uma mensagem genérica que serve tanto para dar “conforto espiritual” aos que vivem na miséria quanto para apaziguar a consciência dos que exploram a miséria alheia em benefício próprio.

Jesus age com a força do Espírito Santo. O mesmo Espírito que o fortaleceu em sua missão terrena está em nós, animando e encorajando nossa missão. Qual é, afinal, nosso projeto de vida? Como e a quem estamos levando a boa notícia de Jesus?

* * *

“As reivindicações sociais, que têm a ver com (…) a inclusão social dos pobres e os direitos humanos, não podem ser sufocadas com o pretexto de construir um consenso de escritório ou uma paz efêmera para uma minoria feliz. A dignidade da pessoa humana e o bem comum estão por cima da tranquilidade de alguns que não querem renunciar aos seus privilégios. Quando estes valores são afetados, é necessária uma voz profética” (A Alegria do Evangelho, n. 218).

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

fonte: folheto O Domingo (24/01/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus

Núpcias da nova aliança

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 2,1-11

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo o mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

Núpcias da nova aliança

O tempo comum se abre com o Evangelho de João, mas, ao longo deste Ano C, será marcado pelo Evangelho de Lucas. A transformação da água em vinho nas bodas de Caná, relatada no capítulo 2 de João, é o primeiro dos setes sinais apresentados pelo evangelista e uma das mais belas páginas que os primeiros cristãos nos deixaram. João não fala de milagres, mas de sinais que apontam para o Mestre e revelam sua força salvadora. Nessa festa de casamento, Jesus revela sua glória e se apresenta como o esposo da comunidade.

O nome Caná deriva de uma palavra hebraica que significa “comprar”. O povo de Israel tinha consciência de ser o povo que Deus “comprou” no Sinai, quando fez com ele aliança. A comunidade joanina talvez tivesse isso em mente ao falar de Jesus em uma festa de casamento em Caná.

Os símbolos da água, do vinho e das talhas de pedra são significativos para a torá, palavra de Deus dada no Sinai. Ambos, água e vinho, são símbolos da palavra de Deus: a água desce do céu, lava, purifica, fecunda a terra, faz germinar a semente; o vinho é fonte de alegria, bálsamo que cura a tristeza e a transforma em alegria e otimismo. As “talhas de pedra” lembram as “tábuas de pedra” onde foram gravadas as leis (torá); estas podem se tornar “vazias”, sem sentido, se forem colocadas acima da pessoa. O noivo é Jesus. A noiva não aparece; ela vai “se formando” pelas pessoas que vão aderindo ao projeto de Jesus. A comunidade, portanto, é a esposa que “casa com Jesus”.

Festa de casamento é festa humana por excelência, o melhor símbolo do amor entre Deus e a humanidade e das pessoas entre si. Toda festa motiva à alegria. Assim deveria ser a vida dos casais e de todos os cristãos. Vida vivida em plenitude e com otimismo.

Apesar das dificuldades, sempre precisamos beber o vinho da alegria, da esperança e do otimismo. Nossa vida cristã é chamada a se pautar pelo otimismo, transmitindo sempre mais vida, contagiando os outros com nosso jeito esperançoso de viver. Nunca deixemos de fazer o que o Mestre nos pede. Então, com certeza, nossa vida terá outro sabor.

Pe. Nilo Luza, ssp

fonte: folheto O Domingo (17/01/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus

Missão de batizados

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 3,15-16.21-22

Naquele tempo, 15o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”. 21Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu benquerer”.

Missão de batizados

João Batista veio preparar o caminho do Messias, realizando nas águas do Jordão um batismo de penitência e conversão. Os que iam a ele aguardavam o Messias e, conscientes dos próprios pecados, buscavam o perdão de Deus.

Apesar de não ter pecados, o Filho de Deus se deixa batizar por João, fazendo-se solidário com todos os sofredores arrependidos.

Após o batismo, quando estava em oração, o Espírito Santo desce sobre Jesus em forma de pomba. E, do céu que se abre, a voz do Pai proclama Jesus seu Filho bem-amado. Toda a missão de Jesus é fruto de sua união com o Pai, a qual o Evangelho de Lucas salienta, mostrando o Mestre em frequente oração. E a imagem da pomba, entre os significados que evoca, fala da bondade e do amor de Deus pela humanidade. O Espírito, que acompanhará a missão terrena de Jesus, será novamente enviado como dom em Pentecostes e continuará acompanhando os seguidores de Jesus. Com o Espírito, portanto, os cristãos continuarão a espalhar no mundo o amor de Deus.

Diferente do batismo de João será, portanto, o batismo de Jesus. O batismo de Jesus se realizará também com fogo, e é com línguas de fogo que o Espírito virá aos discípulos reunidos em Pentecostes. Pois se a água limpa, purifica dos pecados, o fogo queima, transforma nosso ser. O batismo de Jesus, no Espírito e no fogo, indicando sua missão, indica também a missão de cada cristão, batizado para espalhar o amor de Deus, para solidarizar-se com os pecadores e sofredores, para transformar as situações segundo o projeto de Deus.

Hoje é festa para reavivarmos nossa missão de batizados! Reavivemos em nós a presença do Espírito Santo, dom de Deus que nos impele como fogo a transformar o mundo. A nós, batizados, Jesus deixa o grande desafio de crescer na caminhada de fé e ajudar tantos outros irmãos a unirem-se na mesma missão.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

fonte: folheto O Domingo (10/01/2016) – Editora Paulus Editora-Paulus